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‘Não estamos buscando a guerra’, diz presidente de Israel após ataque do Irã

Isaac Herzog classificou ataque de Teerã como ‘agressivo e brutal’, mas afirmou que seu país deseja a paz

O presidente de Israel, Isaac Herzog, disse, neste domingo (14), que o país não busca uma guerra contra o Irã, que atacou, pelo ar, o território israelense neste fim de semana. À CNN Internacional, Herzog classificou a ofensiva de Teerã como “agressiva e brutal”.

“Não estamos buscando a guerra. Sempre estamos buscando a paz. Queremos alcançar a paz na região. É para isso que lutamos ao longo dos anos — e acabamos encontrando um massacre terrível do Hamas, outro aliado do Irã. Essa guerra acontece contra nós há décadas, através dos aliados do Irã”, afirmou, em menção ao conflito na Faixa de Gaza.

Herzog afirmou que é preciso buscar o equilíbrio das tensões no Oriente Médio. Segundo ele, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem mantido contato com interlocutores de países como França e Estados Unidos da América (EUA).

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Segundo o presidente israelense, o ataque iraniano teve o objetivo de “radicalizar qualquer processo de paz” na região.

“O Irã mostrou o que pode conquistar, mas foi combatido por uma coalizão muito forte, com as forças de Defesa de Israel e seus aliados, incluindo os Estados Unidos. Gostaria de agradecer muito a essa coalizão, liderada pelos Estados Unidos”, falou.

Uma influência do Irã em outros embates travados por Israel já havia sido citada pelo embaixador de Tel Aviv no Brasil, Daniel Zonshine.

“O Irã atacou o território de um país soberano. É a primeira vez que faz isso diretamente. Não é o único envolvimento do Irã aqui, porque está apoiando o Hamas, o Hezbollah, a Jihad Islâmica, os Houthis no Iêmen e milícias no Iraque, que atacaram Israel nos últimos meses”, apontou, ao cobrar uma condenação expressa do Itamaraty às forças iranianas.

Apelo do Irã aos EUA

Mais cedo, à CNN Brasil, o embaixador do Brasil em Teerã, Eduardo Gradilone, afirmou que o governo local deposita fichas nos EUA para evitar uma reação de Israel. Ele compôs a relação de diplomatas que, neste domingo, se reuniu com o chanceler iraniano, Hossein Amir Abdollahian

“Senti - e acho que todos os meus colegas (presentes à reunião) sentiram - que houve uma tentativa de encerrar o assunto. Estão dando como encerrado da parte deles. A única dúvida é qual vai ser a reação de Israel quanto a isso. É feito um apelo aos Estados Unidos para que exerçam o poder que têm junto a Israel para poder dissipar essa tensão”, indicou.


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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
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