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Iranianos têm misto de orgulho e medo após ataques de seu país a Israel

Parte da população tem medo de uma escalada bélica e de guerra com potências ocidentais

Um misto de medo e orgulho. É assim que os iranianos reagem aos ataques com drones a Israel promovido pelo exército de seu país na noite deste sábado (13).

O ataque com drone e misseis teleguiados teve como alvo os centros militares envolvidos no ataque ao consulado iraniano em Damasco, na Síria, em 1º de abril.

O orgulho vem da ofensiva para responder Israel, já que Teerã acusa o vizinho pelo ataque. Nesta ação, sete integrantes do Exército da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) morreram, dois deles generais da Força Quds, seu braço de operações no exterior.

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Na capital iraniana, alguns cidadãos expressavam orgulho e alegria pelo primeiro ataque lançado pela República Islâmica, de seu próprio território, contra Israel. Porém, outros temiam a escalada bélica incessante entre os dois países que polarizam as tensões na região.

Milad, um professor que preferiu omitir seu sobrenome, espera que “o conflito não continue”, porque, na sua opinião, provocaria “uma guerra destrutiva” tanto para Israel quanto para o Irã.

“Ainda não reconstruímos completamente as ruínas da guerra Irã-Iraque [1980-1988] no sudoeste do país”, destacou este homem de 46 anos. “A guerra não é uma piada”, acrescentou.

As autoridades iranianas, incluído o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, haviam ameaçado em diversas ocasiões responder ao bombardeio contra seu consulado na capital síria.

Jafari, um funcionário do sistema judicial que tampouco quis dar seu sobrenome, considera “normal” a preocupação pela situação atual, “sobretudo do ponto de vista econômico”, e cita o temor de uma depreciação do rial iraniano.


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