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Avaliado em mais de R$ 267 milhões, quadro de família judia reaparece em 2022 após mais de um século

A última dona conhecida do quadro foi vítima de deportação em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial

Na década de 1910, uma próspera família judia de Viena, Áustria, solicitou a Gustav Klimt, renomado pintor do país, a criação da obra. A peça retrata uma jovem mulher, da cabeça aos joelhos, vestida com cores vibrantes em contraste com um fundo vermelho, representando uma obra tardia do artista.

Datado de 1917, um ano antes da morte de Klimt, o “Retrato da Senhorita Lieser” desapareceu após a última exposição em Viena, em 1925, sendo apenas documentado por uma fotografia em preto e branco, que se tornou a única evidência de sua existência por muitas décadas.

Cerca de cem anos após sua última exibição, o quadro ressurgiu em uma coleção privada do país e está programado para leilão em 24 de abril, com a casa de leilões Kinsky prevendo um valor entre 30 e 50 milhões de euros (de R$ 160 a R$ 267 milhões).

Mistério envolve roubo da obra por nazistas

A família Lieser, pertencente à alta sociedade de Viena, encomendou a obra a Klimt, mas a identidade exata da jovem retratada permanece um mistério. Adolf Lieser, um dos maiores industrialistas do período Austro-Húngaro, encomendou a pintura e especula-se que a mulher retratada poderia ser sua filha ou sobrinha.

Estabeleceu-se um acordo entre a família atualmente detentora do quadro e os descendentes da família Lieser, seguindo o protocolo para identificação e restituição de obras roubadas pelos nazistas, conforme acordado por 44 países em 1998. Antes do leilão, o quadro será exibido na Suíça, Alemanha, Reino Unido e Hong Kong.

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