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Em telefonema a Netanyahu, Biden apoia criação de estado palestino

Ontem, Netanyahu rechaçou a exigência de Biden sobre a coexistência futura do Estado de Israel com um estado palestino

Israel vs Hazbollah 2024

Israel tem promovido ataques a Gaza desde a crise dos reféns em 7 de outubro

JALAA MAREY/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pressionou, nesta sexta-feira (19), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre a necessidade de um futuro Estado palestino, na primeira conversa telefônica entre ambos em um mês em meio à guerra em Gaza.

O diálogo ocorreu um dia depois que Netanyahu rechaçou a exigência recorrente de Biden sobre a coexistência futura do Estado de Israel com um palestino.

“Israel deve ter o controle da segurança de todo o território situado a oeste do [rio] Jordão. É uma condição necessária, que está em contradição com a ideia de soberania [palestina]”, disse o primeiro-ministro israelense.

“Evidentemente, vemos as coisas de forma diferente”, respondeu o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby.

“O presidente [Biden] ainda acredita na promessa e na possibilidade de uma solução de dois Estados”, disse Kirby na Casa Branca.

Os dois líderes também conversaram sobre os reféns americanos que ainda estão sob jugo da organização palestina Hamas desde o ataque de 7 de outubro em Israel.

Biden e Netanyahu conversaram pela última vez em 23 de dezembro e o silêncio entre eles desde então deu lugar a repetidas perguntas sobre uma ruptura.

Os dois têm tido uma relação notoriamente complicada desde que, no ano passado, o presidente democrata dos Estados Unidos pressionou o governante de direita israelense sobre as controversas reformas judiciais propostas por seu gabinete.

Mas Biden tem apoiado firmemente Israel desde 7 de outubro, e, inclusive, viajou ao país depois dos ataques, abraçando publicamente Netanyahu e prometendo-lhe total apoio.

No entanto, desde então, surgiram novas tensões na medida em que aumenta o número de vítimas palestinas da ofensiva israelense em Gaza.

Biden alertou que Israel poderia perder seu apoio devido aos “bombardeios indiscriminados” que está realizando em Gaza e que custaram a vida de 24.762 palestinos, 70% deles mulheres, crianças e adolescentes, segundo o Ministério da Saúde da Faixa.

Nesta sexta-feira, a Casa Branca disse estar “muita preocupada” com as informações que relatavam a morte de um jovem palestino de 17 anos com nacionalidade americana nas mãos de soldados israelenses.

Mais de 360 palestinos morreram na Cisjordânia desde 7 de outubro por disparos de soldados ou colonos israelenses.

A guerra entre Hamas e Israel estourou após o ataque de milicianos islamistas em 7 de outubro, que mataram cerca de 1.140 pessoas em território israelense, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais israelenses.

Cerca de 250 pessoas também foram sequestradas durante o ataque. Segundo Israel, 132 seguem retidas em Gaza e 27 delas estariam mortas.

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AFP
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