‘Sua vida importa para nós': empresas podem conscientizar colaboradores sobre saúde

No mote do Novembro Azul, psicanalista analisa como incentivar a cultura de prevenção

Saúde ocupacional não deve ser vista apenas como uma obrigação legal

Novembro Azul é o mote que tem como foco a prevenção contra o câncer de próstata. Um grande desafio, considerando o contexto que homens têm mais dificuldade para cuidar da própria saúde.

E o questionamento é: como o ambiente corporativo pode auxiliar nesse cuidado?

Em participação no quadro Itatiaia Entrevista, a psicanalista e doutora em Ciências da Saúde Simone Moreira aponta a responsabilidade coletiva das empresas quando o assunto é a saúde dos colaboradores.

"É como a empresa estivesse dizendo aos seus colaboradores: sua vida importa pra nós. Isso vai impactar diretamente no clima organizacional, na produtividade e na segurança. Não existe ambiente seguro com trabalhadores adoecidos”, orienta.

Novembro Azul e o papel das empresas

Quando o assunto envolve a saúde masculina, a questão pode ser ainda mais sensível, considerando que os homens tem mais dificuldades de cuidar da própria saúde.

“Quando a empresa cria ações educativas, ou roda de conversas, ou campanhas, palestras, ela consegue diminuir o preconceito sobre o exame de toques, aumenta a adesão a exames preventivos e promove uma cultura de autocuidados”, defende a psicanalista.

Ao defender o treinamento e ações educativas dentro das empresas, Simone Moreira aponta entre os benefícios a redução do estresse e de afastamentos, além da melhora no clima organizacional.

Confira a íntegra de entrevista da psicanalista Simone Moreira à jornalista Désia Souza.

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Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.

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