A Casa de Caridade Leopoldinense, em Leopoldina, anunciou que, a partir desta segunda-feira, 16, uma nova empresa de anestesia será responsável pela prestação dos serviços anestésicos no hospital.
A medida ocorreu após a
Segundo a Casa de Caridade, com a nova empresa, as cirurgias de urgência e emergência serão retomadas imediatamente, garantindo o atendimento necessário para casos críticos.
O hospital informou ainda que as cirurgias eletivas serão gradualmente retomadas, conforme a normalização dos serviços do Centro Cirúrgico.
Operação Onipresença
A operação é resultado da investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional da Zona da Mata – unidade de Visconde do Rio Branco, em conjunto com a Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde da Macrorregião Sanitária Sudeste e com a Promotoria da Saúde de Leopoldina.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, seis mandados de afastamento das funções e 20 mandados de busca e apreensão. Os presos foram encaminhados para o presídio de Leopoldina.
O Ministério Público apura a possível existência de uma associação criminosa composta por profissionais integrantes do corpo clínico e da administração do hospital Casa de Caridade Leopoldinense, causadora de riscos à saúde e à vida dos usuários atendidos na entidade hospitalar, conveniada ao SUS. Foram apreendidos cerca de R$ 500 mil em dinheiro, diversos documentos, celulares e computadores. Além disso, na casa de um dos médicos foram apreendidas cinco armas de fogo não registradas.
As ações foram constatadas desde 2020 em várias unidades hospitalares da Zona da Mata. Com as investigações, descobriram-se fortes indícios do vínculo subjetivo entre os profissionais médicos investigados para a prática de crimes de peculato (art. 312 do CP), bem como para conservarem um esquema de manipulação de escalas médicas, cirurgias simultâneas/sequenciais e cirurgias eletivas durante o plantão SUS, com a prática do crime de falsidade ideológica (art. 299 CP), infringindo, por conseguinte, o tipo penal de expor a perigo a vida ou a saúde de outrem (art. 132 CP), dentro do contexto da infração penal de associação criminosa (artigo 288 do Código Penal).