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Apple Vision: por que consumidores estão devolvendo óculos recém-lançado?

Dentre as principais críticas, estão desconforto gerado pelo produto e a pouca utilidade da tecnologia no dia a dia

Clientes começaram a fazer devoluções do Apple Vision Pro, nos Estados Unidos, pelo desconforto do produto e a pouca utilidade da tecnologia no dia a dia.

Dentre as principais críticas, estão o peso concentrado na parte frontal dos óculos de realidade aumentada, que geram incômodo no usuário, como enjoo e dores de cabeça.

Alguns consumidores também consideram o dispositivo pouco produtivo, pela falta de suporte para vários tipos de arquivos, que afeta o acesso “multitarefa” prometido pela empresa.

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A Apple lançou o Vision Pro nos EUA por US$ 3.499 (cerca de R$ 18.556), em fevereiro de 2024, sendo seu primeiro grande lançamento desde o Apple Watch.

O dispositivo foi apresentado como a primeira incursão da Apple na “computação espacial”, prometendo transformar várias áreas da vida cotidiana.

No lançamento, os analistas previam que a empresa norte-americana poderia vender cerca de 600 mil unidades em 2024.

Apesar da tecnologia ser considerada surpreendente do ponto de vista técnico, as críticas destacam o alto custo do produto e questões práticas, como peso e necessidade de uma bateria volumosa.

A Apple tem uma política de devolução que permite que os clientes retornem com produtos adquiridos e sejam ressarcidos, dentro de um determinado prazo de validade imposto pela empresa na hora da compra.

A empresa não divulgou o número total de devoluções do Apple Vision. Mas, por exemplo, o gerente de produto da Vox Media, Parket Ortolani, oficializou na rede social X a devolução, listando alguns dos motivos apontados acima.

Concorrência acirrada

O fundador da Meta, Mark Zuckerberg testou os óculos de realidade virtual Apple Vision Pro e expressou insatisfação em um vídeo publicado no Instagram na última semana. Assista:

Embora reconheça a alta resolução da tela do Vision Pro e seu rastreamento ocular, Zuckerberg destacou problemas relacionados ao design e à interação física com o dispositivo, que geram desconforto físico no usuário.

O CEO da Meta aproveitou para promover o Meta Quest 3, seu óculos de realidade aumentada, concorrente do Apple Pro.

Segundo ele, o produto da Meta, lançado em outubro de 2023, é mais confortável e acessível do que o produto da Apple - que é sete vezes mais caro.

Zuckerberg menciona o “modelo aberto” do Meta Quest 3, que é mais “produtivo” para os consumidores - permitindo que aplicativos, serviços e produtos se integrem ao ecossistema da Meta, de acordo com o CEO.

*Com informações da CNN

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Formado em Jornalismo pela UFMG, com passagens pelo jornal Estado de Minas/Portal Uai. Hoje, é repórter multimídia da Itatiaia.
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