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Receita de bolinho de arroz com jiló

Confira a receita do chef mineiro que já foi apresentada no programa Mais Você, da Ana Maria Braga

Bolinho de arroz com jiló do Bar Estabelecimento

Bolinho de arroz com jiló do Bar Estabelecimento

Reprodução

Durante muito tempo, ele foi considerado comida de passarinho. Hoje, o jiló vem ganhando destaque nos cardápios não só de bares, como também dos restaurantes. Mas precisamos admitir que esse ingrediente amargo e incompreendido é dono de uma personalidade forte.

Não é todo mundo que vai logo de cara se dando bem com o jiló. Amargo, o fruto é do tipo ame ou odeie e, durante muito tempo, fez com que muita gente torcesse o nariz para seu sabor.

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“Minha vida não é das mais fáceis, mas sigo lutando”, dizia uma das frases estampadas no banner de divulgação do bolinho de arroz com jiló do Bar Estabelecimento, no Serra, em Belo Horizonte.

E esse bolinho conquistou o Brasil. Graças a ida do proprietário, Olívio Cardoso, ao programa da Ana Maria Braga, em 2012. “O negócio estourou de um jeito! Até hoje tem gente que vem de outras cidades para comer o nosso bolinho”, diz o chef.

Fez tanto, tanto sucesso, que virou até marchinha de carnaval. Na receita, além do bendito jiló, são usados espinafre, orégano e queijo da Canastra. Inaugurado há 18 anos, o bar – que tem cara de quintal de casa – oferece outras delícias, como a carne de panela e o costelão de boi com mandioca cozida e salada. Mas Olívio brinca que pode faltar de tudo por ali, menos o bolinho de jiló.

Pedimos, então, ao chef para nos dar a receita do seu petisco mais famoso. E adivinhe? Ele nos deu.

Bolinho de arroz com jiló

Pelo Chef Olivio Cardoso Filho, do Bar Estabelecimento

Ingredientes
  • 4 quilos de arroz (cozido de véspera, com pouco sal)
  • 3 quilos de jiló cortados em tamanho médio
  • 3 molhos de espinafre (pequenos)
  • 4 molhos de salsinha picada
  • 60 g de orégano
  • 60 g de pimenta-do-reino
  • 60 g de pimenta-calabresa
  • 30 g de sal
  • 800 g de farinha de trigo sem fermento
  • 300 g de fermento em pó
  • 18 gemas
  • 700 g de queijo canastra curado e ralado
  • 400 g de queijo canastra curado em cubos
  • Óleo de Soja (para fritura)
Modo de Preparo

Para a primeira parte da massa:

  • Em um recipiente grande, solte todo o arroz cozido com as mãos até ficar completamente soltinho;
  • Polvilhe sobre o arroz, o sal, pimenta calabresa, orégano, pimenta-do-reino, parte da farinha de trigo, fermento, salsinha e queijo ralado;
  • Misture bem com as mãos, deixando todos os ingredientes secos preparados para receber a outra parte.

Modo de preparo da segunda parte da massa:

  • Lavar todos os jilós, retirando o cabo;
  • Cortar 3/4 em cubos de tamanho médio e o restante picar em pedaços miúdos;
  • Refogar os dois tipos (em separado) em um fio de óleo e reservar, deixando esfriar;
  • Desfolhar o espinafre
  • Dar um choque em água quente e depois na água gelada para branquear;
  • Inserir o espinafre no liquidificador com pouca água, até atingir ponto de creme (úmido).

Agora, é hora de fazer a massa:

  • No arroz já preparado, acrescente as 18 gemas, parte do creme de espinafre;
  • Misture amassando com as mãos;
  • Inclua parte do jiló picadinho;
  • Continue misturando e amassando com as mãos;
  • Acrescente o restante das gemas, o jiló picadinho e o creme de espinafre;
  • Amasse até o ponto de enrolar.

E, para enrolar:

  • Unte as mãos em óleo;
  • Pegue uma porção da massa na medida de uma colher de sopa;
  • Enrole em formato de bolinho usando as mãos, recheando com um pedaço do jiló em cubos e um cubo de queijo;
  • Agora é só fritar até ficar douradinho.

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Carolina Daher é jornalista, curadora do Fartura - Comidas do Brasil. Colunista da Revista Encontro, é responsável pela Encontro Gastrô, maior premiação gastronômica de Belo Horizonte. Escreve sobre cultura alimentar para CNN. Com passagens pelas revistas Veja, Playboy e Estilo vive nas Gerais e caminha pelo mundo em busca de histórias e sabores. Formada em gastronomia, é pesquisadora e cozinheira de comida boa.
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