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Nem Brasil, nem Espanha: Gilberto Silva elege favoritos para ganhar a Copa do Mundo

Ex-jogador ponderou que favoritismo não determina título e relembrou o que aconteceu em 2006 com a Seleção Brasileira

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Gilberto Silva, pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira
Gilberto Silva, pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira • Reprodução / Itatiaia Esporte

Pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira, Gilberto Silva tirou o Brasil dos favoritos a vencer a Copa do Mundo de 2026. Para o ex-volante, outras duas seleções largam na frente na disputa.

O Brasil não é o favorito. Tem outros favoritos na minha opinião. Argentina, atual campeã, França, que tem feito bons anos e que vive um momento melhor.

Gilberto Silva em entrevista à Itatiaia

Entretanto, o ex-jogador ponderou que favoritismo não determina título e relembrou o que aconteceu em 2006, quando a Seleção Brasileira era considerada a grande favorita pelo elenco brilhante que tinha e parou para a França nas quartas de final.

"O fato de estar em um momento melhor não quer dizer que vencerá a Copa do Mundo. Tivemos a experiência em 2006 em que chegamos com a 'vantagem' de sermos favoritos para a Copa e paramos nas quartas. O Brasil não chega como favorito. É uma oportunidade para eles trabalharem em silêncio, fazer os ajustes e quando começar os jogos a gente verá quem está mais disposto", salientou o Penta.

O que aconteceu com o Brasill na Copa de 2006

O Brasil contava com um elenco cheio de estrelas no Mundial de 2006, com o chamado "Quadrado Mágico", formado por Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Ronaldo e Adriano. A Seleção passou da fase de grupos com 100% de aproveitamento, bateu a Seleção Ganesa nas oitavas de final, mas perdeu para a França por 1 a 0 nas quartas de final, com gol de Thierry Henry após cobrança de falta de Zinedine Zidane.

Na Copa do Mundo de 2006, o Seleção Brasileira de Futebol chegou como grande favorita, com um elenco cheio de estrelas chamado de “Quadrado Mágico”: Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Ronaldo e Adriano. Mas a campanha terminou nas quartas de final.

A eliminação marcou muito porque havia uma enorme expectativa pelo hexacampeonato, já que o Brasil era o atual campeão da Copa América e da Copa das Confederações. Além disso, a Seleção classificou em primeiro lugar nas Eliminatória e ganhou a maior parte dos jogos nesse período.

"Quando você chega em uma Copa do Mundo, você chega de igual para igual. Por mais que as pessoas te coloquem ali como favorito ou não. A campanha que o Brasil fez até chegar a Copa do Mundo te credencia para as pessoas olharem dessa forma. E você tem que assumir isso também, mesmo que você não diga publicamente", comentou Gilberto.

Para o Penta, a decepção no Mundial de 2006 se deve principalmente pela preparação da Seleção.

"Nós poderíamos ter tido uma preparação muito melhor, em um local mais silencioso. Tivemos um treino aberto ao público com cinco mil pessoas. O foco muda, a concentração muda. Tínhamos a imprensa acompanhando o treino a três metros de distância, o que dificultava o nosso bate-papo. São detalhes que parecem bobos, mas são importantes. A Copa do Mundo é um torneio muito rápido e os jogos são de níveis muito elevados. A preparação é fundamental", explicou.

"Como não jogamos juntos o ano todo, aqueles dez ou 15 dias que tem para se preparar são fundamentais para corrigir o máximo que der e o resto vai corrigindo ao longo da competição. Nós perdemos um pouco nesse aspecto, mesmo com tanto talento que tínhamos. Você chega em uma competição, sendo ou não favorito, igual a todo mundo e vai depender daquilo que fizer dentro de campo", concluiu

Gilberto Silva na Seleção Brasileira

Convocado pela primeira vez em 2001, Gilberto Silva rapidamente ganhou espaço por causa da disciplina tática, da capacidade de marcação e da inteligência para equilibrar o meio-campo brasileiro. Seu grande momento com a Seleção foi na Copa do Mundo  de 2002. Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, ele assumiu a função de proteger a defesa e dar liberdade aos jogadores mais ofensivos.

Após o título mundial, Gilberto Silva permaneceu como titular da Seleção por muitos anos. Disputou também a Copa do Mundo de 2006 e a Copa do Mundo de 2010, além de torneios como a Copa América e a Copa das Confederações.

Números

  • 3 gols
  • 4 assistências
  • 93 jogos
  • 4 títulos: Copa do Mundo (2002), Copa das Confederações (2005 e 2009) e Copa América (2007)
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Rômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.

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