O técnico Fernando Diniz falou pela primeira vez sobre a saída do comando da Seleção Brasileira. Nessa quinta-feira (1º), após a
“Foi um enorme prazer eu ter tido essa oportunidade, trabalhei com afinco total no tempo que estive lá. Um processo de transição difícil, muitos jogadores da Copa do Mundo com algum tipo de problema de lesão, de cartão, alguns já com idade avançada para outra Copa e apostamos para ir reformulando. O trabalho em si estava sendo muito bem feito e eu tinha muita confiança de que ia gerar frutos muito importantes para a Seleção”, destacou o treinador na entrevista coletiva.
Diniz reforçou, ainda, que o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, cumpriu o acordo com Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, para não tirar o técnico em definitivo do clube carioca. Em relação ao comunicado da demissão da Seleção, Diniz lamentou a curta passagem, mas se disse grato pela oportunidade.
“Queria que tivesse sido diferente, mas são águas passadas, temos que tocar a vida. Tenho muita clareza do que fiz pela Seleção Brasileira e no meu contato com os jogadores, a Seleção também está em boas mãos agora. Eu tinha convicção de que aquilo, com mais tempo, ia dar resultados muito importantes. Quem estava internamente, tinha nitidez do que estava sendo feito. Seis jogos são uma amostragem extremamente pequena, infelizmente falamos muito dos resultados de curto prazo, é um dos males do futebol brasileiro”, completou.
Após a demissão de Fernando Diniz, a CBF anunciou Dorival Junior, ex-São Paulo, como novo técnico até o fim da Copa do Mundo de 2026. Ainda na coletiva, Diniz frisou que não se encontrou com o novo comandante da Seleção, mas confirmou que eles trocaram apenas “mensagens curtas”.
Fernando Diniz na Seleção Brasileira
Diniz foi contratado no fim de julho de 2023, para ocupar a vaga até junho de 2024, quando Ednaldo Rodrigues acreditava que o técnico italiano Carlo Ancelotti assumiria o comando da Seleção Brasileira para o ciclo até 2026. Ele manteve o trabalho no Fluminense, ocupando as duas funções.
Só que Ancelotti renovou seu contrato com o Real Madrid, da Espanha, e Ednaldo decidiu que não será Diniz que iria substitui-lo de forma efetiva. Em seis jogos no comando da Seleção Brasileira, Diniz obteve somente duas vitórias, com um empate e três derrotas. O time virou o ano na sexta colocação das Eliminatórias, no limite para a classificação da Copa do Mundo de 2026.
Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular.