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No Z4, Grêmio inicia semana GreNal pressionado no Brasileirão

Tricolor perdeu as última quatro partidas na Série A e tem apenas 28% de aproveitamento na competição

Se a semana Gre-Nal não está fácil para o rival Inter, tampouco está tranquila para o Grêmio. Depois de perder por 2 a 1 para o Botafogo, neste domingo (16), pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, o Tricolor ingressou na zona de rebaixamento. Atualmente, o time gaúcho é o 17º, o primeiro da parte debaixo da tabela, com seis pontos, e quatro derrotas seguidas.

Antes de enfrentar o Colorado, em Curitiba, no Couto Pereira, a equipe de Porto Alegre ainda viaja ao Ceará para enfrentar o Fortaleza, na próxima quarta-feira (19). Aliás, o fator casa foi uma das principais pautas da última derrota gremista, aumentando a crise recente no Brasileiro.

Isto porque, mesmo sendo mandante do jogo, a direção gremista acordou com o Botafogo de atuar em campo neutro. Assim, o jogo do primeiro turno, deste domingo (16), ocorreu em Cariacica, no Espírito Santo, e o do segundo turno, com mando do Fogão, será em Brasília.

O que o Grêmio não contava, no entanto, seria, além da superioridade técnica, o time carioca também teria maioria de público. Dos 15.595 torcedores presentes no estádio Kleber Andrade, 90%, de acordo com o próprio técnico Renato Portaluppi, era de botafoguenses.

“Primeiro turno vai ser isso. Buscamos os melhores resultados, mas no Brasileirão é difícil jogar fora de casa. Hoje 90% do estádio era de torcedores do Botafogo. Vai ser assim no primeiro turno. Vamos sofrer bastante. Peço ao torcedor que me entenda. Daqui a pouco as coisas normalizam. Temos menos jogos. Daqui a pouco a bola começa a entrar”, argumentou Renato.

Em contraponto, quando confrontado sobre a escolha do mando de campo “adverso” para o Grêmio, Renato ainda defendeu a escolha por jogar no ES.

“Se jogássemos em outro lugar, continuaríamos fora de casa e o segundo turno seria na grama sintética do Botafogo. Temos que ver as coisas ali na frente. A melhor decisão foi essa. Para no returno jogar em Brasília e não no Rio de Janeiro, no sintético”, opinou.

No entanto, nem só sobre explicações de logística e jogos fora de casa foram as argumentações de Renato. Apesar de pressionado pela tabela, o técnico não vê perspectiva de melhora a curto prazo para o Grêmio, e pediu compreensão dos torcedores, adotando um discurso mais brando.

“Vou pedir paciência ao torcedor, pois vai ser assim o primeiro turno todo, pela dificuldade de não jogar em casa. Acredito que no segundo turno as coisas melhoram pro nosso lado”, destacou.

Projeção para confronto contra o Fortaleza

A atuação abaixo do esperado deve, pelo menos por ora, não ter solução no Grêmio. Depois de atuar em Cariacica, o Tricolor vai direto para Fortaleza, na tarde desta segunda-feira (17). Por lá, a equipe gaúcha irá treinar no CT do Ceará, na terça-feira (18), acumulando apenas dois treinos antes do confronto com o Leão.

O jogo contra o time do técnico Vojvoda deve ter mais preservações e mudanças no Tricolor, visando o clássico Gre-Nal do próximo sábado (22).

“Não tem outro caminho. Não tem como colocar o mesmo time em campo pelo desgaste. Saímos daqui, longe de tudo e de todos, e viajamos para Fortaleza. Os outros times não se desgastam assim. Amanhã temos a revisão médica. Como vou colocar os jogadores em campo? Aí estoura o atleta. É a ciência. Não gostaria de poupar, mas vou fazer o que?”, enfatizou Renato.

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Gaúcha de Porto Alegre, Mauri Dorneles é formada em Jornalismo pela PUC-RS e trabalha como correspondente do portal Itatiaia Esporte no Sul do Brasil. Também cursou Cinema. Antes da Itatiaia, passou por Correio do Povo, Record RS, Rádio Grenal, RBS TV e Band.
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