A estratégia do Palmeiras para não perder protagonistas e bater meta de vendas
Verdão não pretende negociar jogadores como Flaco López e Allan, mas precisa atingir quase R$ 400 milhões em negociações de atletas

O Palmeiras tem uma situação complicada no mercado de transferências: não pretende vender protagonistas do time, como os atacantes Flaco López e Allan, mas precisa arrecadar quase R$ 400 milhões em negociações para cumprir o orçamento. O clube traçou uma estratégia para atingir o objetivo.
Inicialmente, o Verdão aposta que conseguirá realizar vendas de jogadores menos utilizados no elenco profissional para se aproximar da meta. Atletas formados nas categorias de base, como o atacante Luighi e o zagueiro Naves, podem entrar nessa conta.
Além disso, há promessas que estão muito valorizadas internacionalmente. São os casos dos atacantes Eduardo Conceição (16) e Heittor (18).
O meia Rômulo, emprestado ao Novorizontino, é mais um tratado como negociável. Aos 24 anos, ele foi um dos principais jogadores da última edição do Campeonato Paulista e não vingou no Palmeiras.

Clube faz cálculo contábil
Além de poder vender outros jogadores, o Palmeiras trabalha com a possibilidade de postergar negociações.
A meta de R$ 399 milhões em negociações pode ser atingida ao longo de todo o ano. Portanto, não há necessidade de efetuar vendas na janela de transferências de julho. As saídas podem ser adiadas para o fim do ano.
O Palmeiras também considera que tem uma situação financeira controlada, com superávits nos últimos anos. Por isso, prioriza os ganhos esportivos nesta temporada em detrimento da parte econômica. Não há desespero para vender jogadores.
Palmeiras tem metas esportivas conservadoras
No orçamento para 2026, o clube estabeleceu: disputar as quartas de final da Copa do Brasil e da Copa Libertadores, chegar à semifinal do Campeonato Paulista e ficar no G4 da Série A do Campeonato Brasileiro. As previsões são feitas com uma base conservadora.
Campeão do Paulistão, o Palmeiras ainda tem chance de atingir todos os objetivos e ir além, de acordo com o desempenho no primeiro semestre. Sendo assim, o faturamento com premiações esportivas e bônus pagos por patrocinadores aumentarão e podem suprir parte da ausência de vendas.
Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.



