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Em reviravolta, Corinthians recupera joia da base após disputa com Palmeiras

Diretor adjunto da base alvinegra confirma que Lucas Flora, de 10 anos, volta para o clube

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Lucas Flora posa com diretor adjunto da base do Corinthians, Valmir Costa • Arquivo pessoal/Valmir Costa

O Corinthians trabalhou nos bastidores e recuperou uma joia da base que havia perdido para o Palmeiras. Nesta quinta-feira (18), o clube se acertou com os representantes de Lucas Flora, de 10 anos, considerado uma grande promessa.

A informação foi confirmada à Itatiaia pelo diretor adjunto Valmir Costa. O gestor, contudo, não deu detalhes de como o clube alvinegro acertou o retorno do garoto.

Entenda o caso

No dia 4 de junho, o diretor das categorias da base do Corinthians, Claudinei Alves, afirmou que o rival Palmeiras ofereceu R$ 200 mil de luvas e R$ 15 mil de salários para ter a joia Lucas Flora. O clube alviverde, por sua vez, negou os valores informados, mas admitiu acerto com a promessa.

A declaração de Claudinei Alves aconteceu durante participação no Pod Pé, podcast apresentado pelo ex-jogador Marcelinho Carioca. O diretor revelou que o Corinthians ofereceu R$ 7 mil de salário, que, acrescido de benefícios, resultava em um custo de cerca de R$ 18 mil mensais aos cofres alvinegros.

Claudinei, em seguida, contou que o empresário de Flora negou o plano apresentado pelo Timão para manter o atleta em formação e revelou os números que, supostamente, foram ofertados pelo Palmeiras.

“Vou abrir valores. Garoto tem de 10 para 11 anos, proposta inicial foi de R$ 3 mil de salário, mais R$ 3 mil de auxílio moradia, mais escola, convênio médico, alimentação, plano odontológico dentro da própria base... Isso geraria um custo de R$ 15 mil mensais”, disse Claudinei, iniciando a sua versão da história.

“Aí, ele trocou de empresário, que me ligou explicando que estava com o garoto e que ele tinha essa obrigação de oferecer para dois clubes porque estavam atrás dele. Obrigação perante ao pai. Recentemente, aumentei a proposta por minha conta, dentro do teto que tenho, coloquei R$ 7 mil de salário, despesa de quase R$ 18 mil mensais”, acrescentou, antes de uma nova reviravolta no caso.

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Brenno Costa é jornalista multimídia formado pela Universidade Católica de Pernambuco e pós-graduado em comunicação e marketing pela Estácio. Atualmente, é correspondente da Itatiaia em São Paulo. Antes, trabalhou na Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco/Superesportes e no Globo Esporte.