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A entidade que comanda o futebol brasileiro aplicou um transfer ban ao Corinthians devido ao atraso no pagamento de uma parcela definida pela CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas). O valor total da cobrança era de pouco mais de R$ 7 milhões.
Em outubro, a CBF alegou que a diretoria corintiana atrasou em três dias o pagamento da segunda parcela da CNRD, que incluía, por exemplo, R$ 788.332,82 referentes à dívida contraída junto ao Cuiabá pela transferência do volante Raniele.
“Diante da informação do não pagamento pelo SC Corinthians no prazo determinado na Ordem Processual nº 3, que fixava o vencimento da segunda parcela para 17/10/2025 (fls. 290 a 293), aplica-se a sanção de proibição de registro de novos atletas pelo período de seis meses”, diz a decisão.
Após a divulgação da punição, o Corinthians alegou que, em seu entendimento, o comprovante do pagamento da parcela poderia ser enviado em até cinco dias após o vencimento do boleto.
Diante do posicionamento da CBF, a diretoria do Corinthians efetuou o pagamento da parcela no dia 20 de outubro e entrou em contato com a entidade para solicitar a derrubada do transfer ban, o que não ocorreu até o momento.
Posicionamento da CBF
Em contato com o Corinthians, a CBF não estipulou um prazo para a retirada da punição, mas solicitou que o clube garantisse o pagamento da próxima parcela dentro do prazo adequado, em janeiro. Seria um primeiro passo para o fim da penalidade.
Fontes ligadas ao clube entendem que a entidade pode estar aguardando o vencimento do próximo boleto para, em caso de quitação por parte do Corinthians, retirar a punição.
O que pensa o Corinthians
O Timão questiona a postura da CBF e entende que a punição deveria ter sido revogada assim que o clube efetuou o pagamento da segunda parcela. A diretoria corintiana cita como exemplo o modus operandi da Fifa em situações semelhantes.
O clube também discorda da extensão da punição às categorias de base. A decisão de deslocar jogadores do elenco profissional, como Luiz Gustavo Bahia, Thomas Lisboa, Gui Amorim e João Vitor Jacaré, para a disputa da Copinha também está relacionada à impossibilidade de registrar atletas oriundos de outros clubes.
Planos no mercado
Caso consiga derrubar as punições, o Corinthians pretende se movimentar de forma pontual no mercado da bola, priorizando contratações por empréstimo e jogadores livres no mercado.
A diretoria do Timão se comprometeu a reduzir os custos do futebol, especialmente a folha salarial, atualmente uma das mais altas do país.