A diretoria do
Parte esportiva
No momento, o foco do Corinthians está totalmente voltado para a Copa do Brasil. A equipe
Além da chance de voltar a conquistar o torneio nacional após 16 anos, a diretoria também mira a premiação milionária da competição. Caso chegue à final, o clube assegura pelo menos mais R$ 33 milhões. Se for campeão, embolsa R$ 77,1 milhões.
Somando as fases anteriores — terceira fase, oitavas e quartas de final — o Corinthians já tem garantido R$ 20,5 milhões nesta edição da Copa do Brasil.
Por isso, diretoria e comissão técnica buscam “blindar” o vestiário de especulações externas e manter o ambiente focado no objetivo comum. Desde que ativou o “modo Copa do Brasil”, o clube passou a adotar maior sigilo e deixou de divulgar informações detalhadas sobre jogadores em recuperação física, por exemplo.
Cenário financeiro
O Corinthians também busca fortalecer o caixa antes de se movimentar de forma mais agressiva no mercado. Dezembro é um mês estratégico, já que o clube está na fase final para adquirir um empréstimo de cerca de R$ 100 milhões, além de receber valores referentes aos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro e à premiação da Copa do Brasil.
Com isso, o clube pretende quitar premiações atrasadas com o elenco, relacionadas à Copa do Brasil. Vale lembrar que o Corinthians já havia atrasado a primeira parcela do 13º salário de funcionários do Parque São Jorge.
Com o empréstimo de R$ 100 milhões, a diretoria espera resolver o transfer ban imposto pela Fifa devido à dívida com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres.
O clube, no entanto, também está impedido de registrar reforços por conta do transfer ban aplicado pela CBF devido ao atraso no pagamento de uma parcela relativa à CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas). Apenas após eliminar essas duas travas o Corinthians poderá atuar no mercado.
Paralelamente, o clube
Futuro indefinido de dupla
O executivo de futebol Fabinho Soldado e o técnico Dorival Júnior não têm presença garantida no Corinthians para a temporada de 2026.
O presidente Osmar Stabile pretende se reunir com o dirigente ao fim da temporada para debater os próximos passos e recalcular a rota. Apesar de ser bem avaliado no CT Joaquim Grava e manter boa relação com o elenco, Fabinho enfrenta resistência de pessoas próximas ao presidente. Entre as críticas estão o salário, considerado elevado, e o fato de ser uma “herança” da gestão de Augusto Melo.
Já o executivo, por sua vez, se vê “fritado” internamente por correntes políticas. Fabinho, que tem contrato com o Corinthians até o fim de 2026, só deve seguir no clube caso receba de Osmar a garantia de que terá autonomia para comandar o departamento de futebol.
Em relação a Dorival, o futuro do treinador está diretamente ligado ao desempenho do Corinthians nesta reta final da Copa do Brasil. Embora Stabile afirme publicamente que o comandante tem presença assegurada em 2026, a reportagem apurou que a alta cúpula corintiana aguarda o desfecho do torneio nacional para tomar uma decisão. O 13º lugar na Série A do Campeonato Brasileiro, e a consequente queda na receita de direitos de transmissão, não agradaram à diretoria.
Além da questão financeira, a presidência corintiana espera definir o futuro da dupla antes de avançar com mais profundidade no planejamento de reforços.
Renovações
O Corinthians aproveita o fim da temporada para avançar em renovações. Recentemente, jogadores como Gustavo Henrique, Dieguinho e João Pedro Tchoca estenderam seus vínculos.
A diretoria também demonstra interesse em manter Fabrizio Angileri e Maycon. No entanto, ainda não houve acordo financeiro com o argentino, enquanto o Shakhtar não aceita prorrogar o empréstimo de Maycon sem custos — cenário agravado pela dívida pendente com o clube ucraniano.
Talles Magno e Romero, que têm contrato até o fim da temporada, não devem permanecer.
Plano para reforços
Com todos os obstáculos superados, o Corinthians não pretende adquirir jogadores pagando taxa de transferência, como noticiou inicialmente o ge.globo. A ideia é buscar atletas livres no mercado, arcando apenas com salário, direitos de imagem e luvas, ou empréstimos.
Mesmo diante das indefinições já conhecidas, o departamento de futebol, em alinhamento com a equipe de scout, segue monitorando o mercado para agir no momento adequado. A comissão técnica atual tem como prioridade a busca por jogadores de velocidade para reforçar o elenco.
Retorno de emprestados
A diretoria também trabalha para definir o futuro dos jogadores emprestados. O caso mais simples é o de Fagner — nos bastidores, o Cruzeiro sinaliza interesse em mantê-lo. Alex Santana, por outro lado, chamou atenção de clubes do exterior, segundo apurou a Itatiaia.
Já Pedro Raul tem futuro indefinido. Mesmo que o Ceará evitasse o rebaixamento, dificilmente teria condições financeiras de adquiri-lo em definitivo. O atacante tem um custo mensal considerado alto.
Uso da base
Enquanto não resolve a questão das contratações, o Corinthians pretende utilizar mais jogadores das categorias de base. Atletas que estão prestes a estourar a idade no sub-20 terão a Copinha de janeiro como “teste final” antes de uma possível promoção.
Outros jovens seguem sendo avaliados e podem ganhar espaço, como o ponta Luiz Fernando e o meia Gui Amorim, já integrado ao elenco principal em alguns momentos.
Em 2025, essa aposta — ainda que inicialmente motivada pela falta de reforços — deu resultado. Nomes como André Luiz, Dieguinho e Gui Negão se destacaram e se valorizaram.