Herói do
“Nos meus estudos dos pênaltis, eu preferi nem olhar as (cobranças recentes) do Gabriel. É um cara que eu conheço há muitos anos, treinamos juntos desde 2019. Quando ele chegou no Flamengo eu já estava. Se tem um cara que defendeu os pênaltis dele nos treinos fui eu. Por isso eu preferi nem olhar os vídeos, fui no meu feeling (‘sentimento’, em tradução livre) e pensei que fosse dar certo. Mudei a estratégia para defender o pênalti dele, graças a Deus deu certo”, contou, em entrevista na zona mista da Neo Química Arena, em São Paulo.
Em seguida, Hugo revelou ter ‘profetizado’ as defesas dos dois pênaltis antes da disputa. O goleiro falou na roda de jogadores antes das cobranças que faria a sua parte para ajudar o Corinthians a avançar à decisão da competição nacional.
“Cheguei na roda, quando acaba o jogo (tempo normal) e falei: ‘Rapaziada, vão lá e façam os pênaltis que eu vou pegar dois. Costumo dizer que isso não é soberba, é um pouco de autoconfiança. Profetizei sobre a minha própria vida ali”, afirmou.
A defesa de Hugo Souza na cobrança de Gabigol foi fundamental para a classificação do Corinthians. Se o atacante convertesse, o Cruzeiro teria garantido a vaga à final da Copa do Brasil. Na sequência, o goleiro pegou o chute de Walace. Breno Bidon ‘selou’ a classificação alvinegra.
Corinthians 1 x 2 (5 x 4) Cruzeiro
O Cruzeiro se impôs diante de um Corinthians inflamado pela torcida na Neo Química Arena. Com rápidas trocas de passes, Sinisterra e Matheus Henrique tiveram boas chances nos minutos iniciais. Limitado, o Timão chegou na área de Cássio a partir de erros do adversário e escanteios.
Mantendo a proposta de trabalhar com passes rápidos para chegar ao ataque, o Cruzeiro quase marcou um golaço. Kaio Jorge cruzou, e Matheus Pereira acertou lindo voleio, mas parou em grande defesa de Hugo Souza. Sinisterra chutou forte no rebote, e Gustavo Henrique evitou o primeiro gol cruzeirense.
Arroyo entra e brilha
Arroyo entrou para mudar a história do jogo. O Cruzeiro manteve a postura durante todo o primeiro tempo e assim abriu o placar: Matheus Henrique virou para William, que rapidamente acionou Christian pela direita. O meia cruzou, e Arroyo marcou de cabeça. O Corinthians não sustentou a pressão e cedeu brecha na reta final, deixando o atacante vencer disputa aérea entre dois marcadores.
Cruzeiro vira, mas Corinthians responde e melhora
Novamente com a arma dos toque rápidos, o Cruzeiro foi letal: Matheus Pereira ajeitou para Lucas Silva, que lançou Kaio Jorge livre. O atacante tocou para Arroyo, que só empurrou para o fundo das redes. No entanto, o Corinthians respondeu na sequência: Garro, que entrou no segundo tempo, cruzou com maestria em cobrança de falta. André Ramalho cabeceou para o meio, e Cássio afastou parcialmente, mas Bidu mandou para o fundo das redes. A partir do gol, o Timão superou o desempenho dominante do adversário e quase chegou ao empate, acertando inclusive bola na trave.
Os pênaltis
- Pênaltis convertidos: Memphis, Rodrigo Garro, Vitinho, Gustavo Henrique e Breno Bidon (Corinthians); Matheus Pereira, Wanderson, William, Lucas Silva (Cruzeiro)
- Pênaltis perdidos: Yuri Alberto (Corinthians); Gabigol e Walace (Cruzeiro)