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Dorival ‘acha’ novo esquema, e Corinthians ganha alternativa para temporada

Timão jogou melhor que o Santos no empate por 1 a 1, na última quinta-feira (23), na Vila Belmiro

Matheus Bidu, Rodrigo Garro e Matheuzinho em clássico contra o Santos

O empate entre Santos e Corinthians por 1 a 1, na última quinta-feira (22), marcou, entre outras coisas, um novo planejamento tático do técnico Dorival Júnior. O Timão, mesmo sem pontas, foi superior ao Peixe durante praticamente todo o clássico.

Normalmente, quando atua com o “time A”, o Corinthians de Dorival se comporta no losango (4-3-1-2), com uma dupla de ataque. Em outras oportunidades, a equipe utilizou uma linha de três zagueiros, variando para cinco defensores no momento defensivo.

Também já houve ocasiões em que o Corinthians atuou com duas linhas de quatro, como na derrota por 3 a 0 para o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista.

Desta vez, na Vila Belmiro, o Timão entrou em campo no 4-1-4-1, esquema utilizado pontualmente no início da “Era Dorival”, com cinco meio-campistas. No momento defensivo, André ficava responsável por fechar o lado esquerdo, enquanto Bidon caía pela direita. Raniele, Carrillo e Matheus Pereira formaram uma trinca pelo meio, com Yuri Alberto “isolado” no comando do ataque.

Essa formação fez com que o Corinthians dominasse o Santos na região do meio-campo. Com a bola, Raniele recuava para iniciar a transição próximo aos zagueiros. Matheuzinho e Matheus Bidu, os laterais, se projetavam ao ataque pelos lados, enquanto o restante da equipe realizava constantes trocas de posição por dentro.

Posicionamento médio do Corinthians contra o Santos

O Timão conseguiu controlar a posse de bola e esfriar o ritmo do Peixe que, mesmo atuando em casa, teve dificuldades para encaixar a marcação e cortar as linhas de passe dos visitantes.

O Santos só cresceu na partida a partir dos 30 minutos do segundo tempo, com a entrada de nomes como Miguelito, Robinho Jr., Zé Rafael e Lautaro Díaz, apostando no “abafa”. O Corinthians sentiu o desgaste físico, e as substituições não mantiveram o mesmo nível da equipe. Nos acréscimos, após uma falta polêmica, Gabigol deixou tudo igual.

“No segundo tempo... Temos oito dias de preparação, não tem como manter o mesmo ritmo ao longo dos 90 minutos. As alterações… Não precisava fazer alterações, todas ocorreram por cansaço. A equipe estava muito bem em campo, criamos as melhores oportunidades e tivemos o controle da partida”, disse Dorival, em entrevista coletiva.

Segundo o Sofascore, aplicativo especializado em estatísticas, o Corinthians terminou o clássico com 45% de posse de bola, mas com 14 finalizações, quatro a mais que o Santos. Na primeira etapa, o Timão finalizou o dobro de vezes (oito contra quatro).

Agora, o Corinthians deve preservar seus principais jogadores contra o Velo Clube, no domingo (25), fora de casa, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. Depois, a equipe enfrenta o Bahia, na quarta-feira (28), na estreia do Brasileirão.

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Se o resultado diante do Santos foi frustrante, o sentimento no Corinthians é de que a equipe encontrou uma alternativa interessante para a sequência da temporada, especialmente quando precisar ser protagonista.

Iúri Medeiros é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Passou pela Gazeta Esportiva, onde estagiou e posteriormente cobriu o dia a dia do Corinthians. Além do noticiário do Timão, participou da cobertura de jogos de Palmeiras, Santos e São Paulo, além de eventos na capital paulista, como a São Silvestre. Na Itatiaia, acompanha Corinthians e Santos.

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