Diniz faz autocrítica sobre temperamento e explica discussão com titular do Corinthians
Treinador protagonizou discussão acalorada com Gabriel Paulista durante duelo com o Barra-SC, pela Copa do Brasil

Técnico do Corinthians, Fernando Diniz fez uma autocrítica sobre o seu temperamento enérgico dentro de campo. Conhecido por ter reações “intensas” à beira do gramado, o treinador protagonizou uma discussão acalorada com o zagueiro Gabriel Paulista durante o duelo com o Barra, pela Copa do Brasil.
Ao ser questionado sobre sua forte personalidade, Diniz reconheceu que poderia se conter mais em certos momentos. O treinador explicou que, em função do calor do jogo, acaba se excedendo em algumas oportunidades. Entretanto, afirmou que já se acertou com o defensor do Timão.
“Tenho que melhorar nisso. Acho que, se eu consigo evitar, é melhor. Mas esse meu jeito acaba beneficiando muito os jogadores. No caso de hoje, acabou beneficiando o Gabriel, porque ele tem um perfil diferente do meu. É um jogador mais explosivo, então houve uma discussão. Mas, no fim das contas, o que vale é o essencial, e o essencial é a relação que existe ali entre nós", disse Diniz.
"Também estou tentando me controlar mais nesse sentido. Porque, internamente, é algo muito do momento, do calor do jogo. O problema é a interpretação que as pessoas fazem disso fora dali. Entre nós, não existe problema. Eu considero que eu e o Gabriel temos um jeito e um coração muito parecidos, de duas pessoas que querem o bem uma da outra. Então, depois dessas situações, nossa relação acaba ficando até mais forte", completou.
O comandante ainda acrescentou que a discussão teve um impacto “positivo” em Gabriel Paulista, que se conectou mais com a partida a partir daquele momento.
"Mas tudo se resolve rapidamente internamente. Tanto que, depois do que aconteceu, o Gabriel cresceu no jogo. Entrou mais ligado, disputou mais, aproveitou melhor os espaços, teve mais confiança com a bola. Ainda assim, se a gente puder evitar esse tipo de situação, eu acho melhor."
Por fim, Fernando Diniz alertou sobre a repercussão negativa que seu temperamento pode provocar. Contudo, concluiu voltando a frisar que tentará se conter mais à beira do campo.
"O problema é a repercussão que isso pode gerar fora. Dependendo da situação, pode tomar uma proporção diferente, como já aconteceu comigo no Vasco, e aí as pessoas passam a falar desse tipo de coisa. Mas nós nos acertamos. Faz parte do jogo. Não existe mágoa, não existe erro. Claro que é melhor evitar, tanto da minha parte quanto da dele, porque isso envolve os dois. É algo que precisamos controlar mais", finalizou.
Mineiro, Daniel Costa é jornalista formado pela Universidade FUMEC (BH). Apaixonado por esporte e comunicação, atuou como cronista e repórter esportivo em veículos como Doentes Por Futebol, Deus me Dibre, Esporte News Mundo e Brasileirão. Hoje, colabora com o Itatiaia Esporte.
Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.

