Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do
São esperados representantes de chapas, do Cori (Conselho de Orientação), do Conselho Fiscal e de outros grupos internos. A ideia é promover um amplo diálogo, com troca de ideias a respeito da proposta de reforma do estatuto.
O anteprojeto, apresentado em 27 de outubro, ainda pode sofrer alterações. Redações de artigos podem ser modificadas e novas emendas podem ser incluídas, desde que tenham relevância e representatividade.
A iniciativa de Romeu busca apaziguar os ânimos no Parque São Jorge.
Os principais pontos de crítica dizem respeito à adoção do voto aberto no Conselho — opção de Romeu — e ao artigo que limita a contratação de parentes de conselheiros.
A reportagem apurou que alguns conselheiros defendem o voto fechado por uma questão de segurança, especialmente diante da pressão da torcida.
Além disso, parte do grupo entende que Tuma se fechou durante a elaboração do anteprojeto, reclamando da falta de acesso prévio às possíveis mudanças. Alguns membros afirmam que conheceram o documento apenas pela imprensa.
Mais recentemente, integrantes do Cori alegaram não ter sido ouvidos por Romeu no processo de formulação do texto. Felipe Ezabella, membro trienal do órgão fiscalizador, é um dos conselheiros que apontam falta de diálogo com o presidente do Conselho Deliberativo.
Romeu, por sua vez, afirma que Ezabella foi um dos signatários da proposta da Chapa 82, que teve boa parte de suas sugestões incorporadas ao projeto apresentado. O presidente do Conselho também ressalta que o conselheiro jamais pediu qualquer reunião e que, ao contrário, não respondeu aos pedidos de contribuição para o anteprojeto.
Principais propostas
No texto apresentado por Romeu Tuma Júnior, abre-se a possibilidade do Fiel Torcedor votar nas eleições presidenciais, desde que cumpra requisitos necessários.
O documento também aborda a chance de abertura do clube para uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Um ponto importante destacado no anteprojeto é que o Corinthians, obrigatoriamente, teria de manter pelo menos 51% do capital social da eventual SAF, além de receber 10% da receita líquida da empresa parceira.
Outra proposta também coloca na mesa a possibilidade de criação de novos cargos, como o de prefeito do Parque São Jorge.
De acordo com o parágrafo 2º do artigo 103-D, o prefeito seria nomeado pela diretoria do futebol, com aprovação do Conselho Deliberativo. O cargo exigiria formação superior ou técnica em área de gestão ou administração, e o ocupante não poderia ser elegível para qualquer posto no clube, a fim de evitar conflitos de natureza política.