Terminou, nesta sexta-feira (7), o prazo de 45 dias para que o Corinthians quitasse o valor de R$ 41,5 milhões ao meio-campista Matías Rojas. Contudo, o jogador paraguaio não deve acionar a Fifa e fazer com que o Timão sofra um transfer ban e perca o direito de registrar novos atletas.
Isso porque, de acordo com apuração da Itatiaia, as conversas são conduzidas pelo advogado Rafael Botelho, do escritório PVBT Law, junto ao presidente corintiano, Osmar Stabile, e ambas as partes lutam por um acordo.
Portanto, só em um última instância, Rojas acionaria a Fifa. Ainda segundo o que apurou a Itatiaia, se esse for o caso, o paraguaio tem até o mês de janeiro para ajuizar o transfer ban.
Vale lembrar que o Corinthians está impedido de registrar atletas por uma dívida com o Santos Laguna, do México, referente à uma dívida relativa à compra de Félix Torres.
Entenda o caso
Rojas foi contratado pelo clube em meados de 2023 junto ao Racing-ARG na gestão de Duilio Monteiro Alves. Um ano depois, no começo de 2024, a diretoria do Corinthians reconheceu uma dívida de R$ 8 milhões com o meia paraguaio.
O presidente Augusto Melo se comprometeu a quitar a pendência e acordou que, caso o clube voltasse a atrasar seus compromissos com o jogador, ele poderia cobrar todo o valor restante que teria a receber em seu contrato (R$ 40 milhões). Foi o que aconteceu.
Após não chegar a um novo acordo com o Corinthians, Rojas rescindiu seu contrato de forma unilateral e levou o caso à Justiça, cobrando o valor total. O meia, contratado sem custos de transferência, tinha vínculo com o Timão até junho de 2027.
No Corinthians, o meia paraguaio teve um desempenho marcado por lesões e atuações de pouco destaque. O atleta disputou 30 partidas pelo Timão, com três assistências. Depois, Rojas defendeu o Inter Miami-EUA por uma temporada e foi contratado pelo River Plate-ARG no começo deste ano.