Uma auditoria interna do
O documento apresenta diversas anormalidades no processo de controle dos materiais encaminhados pela fornecedora de material esportivo. A auditoria identificou um número elevado de retirada de produtos, peças em más condições e higiene precária nos locais de armazenamento.
O período de investigação engloba os mandatos de Augusto Melo e Osmar Stabile. Além da apuração interna, o caso é pauta na Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE), vinculada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo.
Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, foi colocado como figura central do relatório. Segundo a auditoria interna, o dirigente, responsável pela gestão dos materiais esportivos desde maio deste ano, foi responsável por muitos pedidos de retiradas. Além disso, Armando teria apresentado preocupação com a investigação em contato com Marcelo Munhoes, responsável por comandar a auditoria, tendo elevado o tom.
“O diálogo assumiu caráter mais incisivo, com expressões de natureza agressiva e alusões interpretadas como ameaças, dirigidas ao auditor”, apontou o documento.
Armando nega os apontamentos da auditoria. Seu posicionamento, enviado ao “ge.globo”, pode ser conferido abaixo.
A Itatiaia apurou que Romeu Tuma Júnior já indicou que vai encaminhar o caso para a Comissão de Justiça, com acompanhamento da Comissão de Ética, presidida por Leonardo Pantaleão. O anúncio deve ser feito ainda nesta segunda-feira (17).
A diretoria de futebol, em nome de Osmar Stabile, também deve se manifestar oficialmente nesta segunda (17), conforme apuração da reportagem.
A Comissão de Justiça não é responsável por processar os envolvidos. Sua função é delinear os fatos e apontar eventuais infrações ao Estatuto do clube.
O conteúdo da auditoria interna do Corinthians foi divulgado inicialmente pela “Central do Timão”.
Posicionamento de Armando Mendonça
É falsa a informação de que sou o responsável pelas diretrizes de distribuição dos materiais da Nike no Corinthians e administração dos almoxarifados.
Por conta do caos encontrado em junho deste ano, quando a gestão Augusto Melo não fazia o necessário controle e, em janeiro de 2025, já havia estourado em muito a cota anual, resolvi pessoalmente ajudar no sistema de cadeia de aprovações de retirada de material, justamente para dar maior transparência e controle à destinação do patrimônio do clube e evitar prejuízos e malfeitos.
Desde então, solicito constantemente melhorias no sistema para o fluxo de controle de retirada de materiais Nike.
É preciso salientar que não é nem nunca foi de minha responsabilidade a definição de política de distribuição interna por departamento, o que normalmente é feito a cada ano.
Minha função é a de analisar os pedidos extras e autorizá-los de acordo com as necessidades, juntamente com o departamento administrativo.
Lamento profundamente informações desconectadas da verdade e desamparada de qualquer material probatório.
No mais, sempre prestigiarei melhorias, maior controle e apuração correta de irregularidades.
Como mencionei, solicito reiteradamente melhorias no sistema que controla os materiais oficiais. Rotineiramente, o Corinthians utiliza uma quantidade mínima de materiais para ações de relacionamento com outras agremiações, patrocinadores e players importantes do futebol brasileiro. Todos os pedidos são encaminhados por e-mail e formalmente registrados internamente. Este relatório é tendencioso e vai na contramão do profissionalismo que buscamos implementar no Corinthians.
Internamente, tenho discordâncias em relação a processos do clube, o que é normal dentro de uma gestão. Nunca houve falta de respeito da minha parte, essa foi uma das razões para que eu entrasse com uma notificação extrajudicial.