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Às vésperas da Copa do Mundo, Platini processa Infantino e acusa Fifa de conspiração

Francês acusa dirigentes da entidade de articularem uma conspiração que impediu sua candidatura à presidência da Fifa em 2016

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Platini presidiu a UEFA e queria dirigir a FIFA
Divulgação

O ex-presidente da Uefa, Michel Platini, entrou com ações judiciais civis e criminais na França contra a Fifa e seu presidente, Gianni Infantino. O francês acusa dirigentes da entidade de articularem uma conspiração que impediu sua candidatura à presidência da Fifa em 2016.

Segundo informações divulgadas pelo jornal inglês The Sun, Platini busca responsabilizar aqueles que, segundo ele, atuaram para barrar sua chegada ao comando da entidade máxima do futebol mundial. O advogado Oliver Baretelli afirmou que Infantino ocupa papel central no processo apresentado à Justiça francesa.

A denúncia criminal protocolada em Paris também cita o ex-diretor jurídico da Fifa, Marco Villiger, e o ex-presidente do comitê de auditoria da entidade, Domenico Scala. Os acusados respondem a alegações de perseguição judicial maliciosa e tráfico de influência.

Platini era apontado como favorito para suceder Joseph Blatter na presidência da Fifa. No entanto, sua candidatura perdeu força após a revelação de um pagamento de 2 milhões de francos suíços autorizado por Blatter em 2011. O caso resultou na abertura de investigações e em sanções aplicadas pelo Comitê de Ética da Fifa.

Em 2015, o ex-craque francês recebeu suspensão de oito anos das atividades relacionadas ao futebol. Posteriormente, a Corte Arbitral do Esporte reduziu a punição para quatro anos. O afastamento abriu caminho para a eleição de Infantino, que na época ocupava o cargo de secretário-geral da Uefa.

Além da ação criminal, Platini também move um processo civil contra a Fifa e pede indenização financeira. O ex-dirigente sustenta que houve manobras internas para impedir sua eleição à presidência da entidade.

A iniciativa ocorre após a absolvição definitiva de Platini e Blatter pela Justiça suíça. Em março de 2025, um tribunal federal criminal de apelações inocentou ambos das acusações de fraude e falsificação relacionadas ao pagamento. A decisão tornou-se definitiva em setembro do mesmo ano.

Hoje com 70 anos, Platini já declarou que acredita que todo o processo teve como objetivo impedir sua chegada à presidência da Fifa. Apesar da absolvição, o francês afirmou que não pretende retornar ao futebol. A Fifa, por sua vez, já negou irregularidades na condução do caso e ainda não comentou as novas acusações.

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Jornalista em formação pelo UniBH, com passagem por Diário do Comércio e Secretaria de Estado do Governo de Minas. Experiência em jornalismo econômico e esportivo, área pela qual é apaixonada.

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