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Vojvoda diz que pensou em vítimas fatais após ataque ao ônibus do Fortaleza

Em entrevista à ‘Placar’. treinador pediu punição severa aos agressores; argentino está preocupado com jogadores que estão feridos

O técnico Juan Pablo Vojvoda falou que ao ouvir a forte explosão quando a delegação do Fortaleza ia da Arena de Pernambuco, na região metropolitana do Recife, até o hotel, na madrugada de quinta-feira (22), pensou em vítimas fatais. O ônibus havia sido atacado por uma bomba e pedras por torcedores rivais após o empate com o Sport por 1 a 1, pela Copa do Nordeste.

“Escutei uma explosão muito forte, aí começaram os gritos. Foi uma pedra com uma bomba, que explodiu dentro do ônibus. A pedra acertou, poderia ter uma vítima fatal. Nesses cinco segundos, eu pensei em vítimas fatais. De verdade”, disse Vojvoda em entrevista nesta sexta-feira (23), à “Placar”.

O Fortaleza quer que a CBF adie jogos do time pela Copa do Brasil e Copa do Nordeste até que os seis jogadores feridos se recuperem e até que os culpados sejam identificados. O próximo jogo será na quinta-feira (29), em Teresina, contra o Fluminense-PI, pela primeira fase da Copa do Brasil.

“Perdi seis jogadores por uma coisa que não foi dentro do campo, que foi fora do normal. O Titi tem um vidro na panturrilha. Bom, para uma pessoa que não joga futebol, você corta, abre, tira e recupera em dois meses. Mas você não pode cortar em uma sala de emergência um jogador profissional para tirar um vidro, porque isso pode comprometer sua carreira. Não estamos em igualdade de condições, estamos em desvantagem”, disse Vojvoda.

A Itatiaia revelou que a confederação avalia o adiamento de dois confrontos: além do jogo frente ao Fluminense-PI, o encontro do dia 5 de março, contra o Botafogo-PB, pela Copa do Nordeste. Mas há problema para encaixar esses encontros no calendário, por isso é improvável que mudanças ocorram.

Além do zagueiro Titi, o goleiro João Ricardo, o defensor Britez, o lateral Dudu e o volante Lucas Sasha tiveram escoriações. O lateral Gonzalo Escobar levou uma pancada na cabeça, passou por uma tomografia e foi constatado traumatismo cranioencefálico. Ele está bem.

Para Vojvoda é preciso fortes punições para acabar com a violência no futebol.

“O único jeito de resolver são punições muito severas. Não é por um clube, ou por outro, mas muitas vezes tem que cortar o mal pela raiz. Gosto muito dos mosaicos, gosto muito que continuem jogando com ambas torcidas, mas também há um limite. Você não pode passar de determinados limites”, disse Vojvoda.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
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