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Médico do Fortaleza diz que não há prazo para jogadores feridos em ataque treinarem

Cada um dos seis machucados vive situação diferente; departamento médico do clube também está preocupado com a saúde mental dos atletas após o trauma

Os seis jogadores machucados fisicamente no ataque ao ônibus do Fortaleza no Recife por torcedores do Sport, na madrugada de quinta-feira (22), não têm data para retornar aos treinamentos. Cada caso será avaliado individualmente, informou o médico do clube, Cláudio Maurício, e os prazos devem ser diferentes.

O Fortaleza quer adiar seus próximos jogos, até que os atletas estejam aptos a voltar a jogar. O clube entende que terá desvantagem técnica por uma situação extracampo, da qual é vítima. A Itatiaia mostrou que a direção da CBF avalia adiar os dois próximos confrontos, o de quinta (29) frente ao Fluminense-PI, pela Copa do Brasil, e o de 5 de março, diante do Botafogo-PB, pelo Nordestão, mas esbarra no calendário apertado.

Mas Cláudio Maurício tem também uma outra preocupação, a saúde mental após o trauma de sofrer um atentado. E isso engloba todo o elenco, comissão técnica e diretoria, não apenas os seis feridos fisicamente.

“Todos podem ter a sequela psicológica, com o transtorno pós-traumático. E isso pode ser a longo prazo, não sabemos como cada um vai responder”, disse o médico do Fortaleza. Ele citou o atacante Lucero como um dos mais abalados. Ele estava ao lado de Gonzalo Escobar, que foi atingido na cabeça e teve perda de consciência.

Sobre os seis machucados:

Gonzalo Escobar: o ferido mais gravemente, levou uma forte pancada na cabeça, segundo Cláudio Maurício não se sabe se por um fragmento maior da bomba lançada ou de pedra. Ele chegou a perder a consciência, e foi levado inicialmente à UTI do primeiro hospital para onde os atletas foram direcionados, como precaução.

“Ele ainda está com dor nas partes machucadas, levou pontos na cabeça também. Está com muito inchaço e muito abatido. Ele teve um trauma no crânio, então tem todo um protocolo que temos que seguir, e isso associado às lesões de fragmentos, o que torna tudo mais complicado. Vai ser uma semana pelo menos para ele poder retornar, a depender de como reagir”, disse Cláudio Maurício.

Titi: o zagueiro está com um fragmento preso à perna até esse momento, não se sabe se vidro estilhaçado ou se parte da bomba lançada. Ele passará por exame para que possa ser feita a cirurgia para a retirada, e o prazo de retorno dependerá desse pequeno procedimento que será feito.

Brítez: o zagueiro teve várias lesões por causa de estilhaços, principalmente nos tornozelos. Um deles está muito inchado, portanto também não há prazo para que volte a treinar.

João Ricardo: o goleiro também teve um trauma na cabeça, mais leve do que Escobar, também por um fragmento maior, além de um corte no supercílio. Ele ainda está com bastante dor.

Dudu e Sasha: lateral e volante estão com várias pequenas lesões por fragmentos na cabeça, pernas e braços.

“Vamos fazer um acompanhamento individualizado, cada um pode responder de maneira diferente. Como são várias lesões na área de trabalho, nas pernas, eles precisam se sentir seguros para voltar a treinar”, disse Cláudio Maurício.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
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