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Conmebol arquiva denúncia do Boca por agressões contra argentinos na Libertadores

Clube de Buenos Aires pedia punição ao Fluminense com base em artigo do Código Disciplinar que responsabiliza as associações por ato de seus torcedores

Confronto entre torcedores do Fluminense e do Boca Jrs na praia no Rio, antes da final da Copa Libertadores de 2023

Confronto entre torcedores do Fluminense e do Boca Jrs na praia no Rio, antes da final da Copa Libertadores de 2023

Reprodução/Twitter

A Comissão Disciplinar da Conmebol arquivou denúncia do Boca Juniors que cobrava punição ao Fluminense por causa das brigas que ocorreram nos dias que antecederam a final da Copa Libertadores de 2023 no Maracanã, no Rio. Os cariocas venceram por 2 a 1, em 4 de novembro.

Na semana da decisão, milhares de torcedores argentinos estiveram no Rio e diversas brigas foram registradas, em vários pontos da cidade. Houve agressão por parte de membros de organizadas do time brasileiro até a ‘hinchas’ do Boca que estavam viajando com família, como pais e filhos, e que não eram integrantes dos “barra bravas”.

Na denúncia protocolada à Unidade de Disciplina da Conmebol, em 17 de novembro, o Boca enviou diversas reportagens de veículos de comunicação, do Brasil e da Argentina, com os relatos de cinco brigas e agressões.

E pedia punição ao Fluminense, apesar do mando de campo da final ser da Conmebol, com base em três artigos do Código Disciplinar: o 8, que prevê responsabilização do clube por atos de seus torcedores, e 11 e 12, que lista agressões como ato proibido, mesmo do lado de fora do estádio.

Se punido, o clube brasileiro poderia ser multado e até ficar alguns jogos atuando com parte da arquibancada fechada, ou até mesmo com a proibição total da entrada de torcedores, na Libertadores de 2024.

Mas Cristóbal Valdes, membro da Comissão, não aceitou a denúncia e mandou arquivar o processo, em decisão comunicada aos clubes na última sexta-feira (12) e a qual a Itatiaia teve acesso. Escreveu Valdes:

“A responsabilidade pela organização e segurança da final recaía sobre a Conmebol, portanto não corresponde atribuir ao Fluminense a responsabilidade pelos incidentes ocorridos que com base na organização e segurança do evento. Todos os atos denunciados cometidos contra torcedores do Boca ocorreram fora do âmbito tutelado pelo Código de Disciplina da Conmebol, fora do âmbito de organização da partida”.

Ele continuou: “A responsabilidade da segurança dos torcedores que estão fora da área de segurança da organização do jogo são das forças de ordem pública, que possuem o poder de coerção para evitar que ocorrem incidentes como os relatados”.

Cabe recurso ao Comitê de Apelação, mas o Boca terá que pagar US$ 3 mil (R$ 14,5 mil) se quiser prosseguir com a ação.

Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
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