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Entenda como o Fluminense trata a ida de Diniz para a Seleção Brasileira

Clube já sabia do interesse há cerca de um mês e pretende aguardar ao fim do vínculo para com a CBF para analisar

A CBF surpreendeu o mundo e fechou, de forma interina, com Fernando Diniz como treinador até julho do ano que vem, quando pretende oficializar a contratação do italiano Carlo Ancelotti, do Real Madrid-ESP. A ida do comandante teve o lobby dos principais craques do time, conforme apurou a Itatiaia. O Fluminense ficará em compasso de espera para entender os novos passos.

A princípio, em comum acordo, o Tricolor liberou Fernando Diniz para a Seleção Brasileira, sem custos. Mas, dentro do clube, existe a sensação de que ele pode ser efetivado, caso o negócio com o italiano dê para trás. O Flu entende que neste período, dificilmente o desempenho do treinador seja ruim.

Além disso, muitos acreditam que a contratação interina do técnico possa ser uma cortina de fumaça para a CBF, em uma eventual negativa de Ancelotti no ano que vem. E como o treinador tinha o apoio das lideranças do time, o Tricolor preferiu não ser empecilho.

De qualquer maneira, ciente do interesse desde o ano passado, o Fluminense renovou contrato com o comandante com uma milionária multa em caso de oferta da Seleção. A CBF, por ora, não vai pagar nada ao clube. A multa atual passa da casa dos R$ 10 milhões.

Para se ter ideia, a multa para rescisão contratual, em caso de demissão ou saída do técnico por conta própria, é muito mais baixa do que para a CBF. Entretanto, com o tempo passando, os valores caem significativamente. Ou seja, se Diniz for efetivado no ano que vem, o Flu receberá bem menos.

Mesmo assim, a ideia de liberá-lo para a Seleção foi bem aceita pela cúpula de futebol do clube. Uma vez que o desempenho da equipe tem caído de forma gradual, com o Tricolor vencendo apenas quatro dos últimos 15 jogos. Mesmo assim, a demissão sequer foi cogitada.

Quando a equipe conquistou o Campeonato Carioca, ao golear o Flamengo por 4 a 1 na decisão, o Flu abriu conversas para ampliar o vínculo do técnico até o fim de 2025, quando encerra o mandato de Mário Bittencourt. Em pauta, também estava mais uma forma de se proteger diante do assédio da CBF.

Após o confronto contra o Sporting Cristal-PER, no último dia 27, pela Copa Libertadores, as conversas foram mais recorrentes e o martelo foi batido, depois de algumas rodadas de reunião. No clube, o sentimento que o treinador ficará até a Copa de 2026 é grande.

Por ora, o Fluminense segue tranquilo e Fernando Diniz segue comandando as atividades normalmente. Oficialmente, o clube não vai falar sobre o assunto até a CBF anunciar de forma pública o acerto com o técnico e com o Tricolor carioca.

Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.
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