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Tite lamenta placar mínimo do Flamengo, mas exalta liderança do Brasileiro

Treinador afirma que Rubro-Negro poderia ter saído do Maracanã, diante do São Paulo, com um placar mais elástico do que o triunfo por 2 a 1

Para o técnico do Flamengo, Tite, a equipe poderia ter deixado o Maracanã com um placar muito mais elástico do que a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, nesta quarta-feira (17), pela segunda rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Segundo o treinador, a equipe teve volume para abrir um resultado superior, mas a boa atuação do goleiro Rafael, do time paulista, também foi determinante para o resultado.

“Repetiram a final da Copa do Brasil, duelo de tradição. Nós também perdemos para o São Paulo lá no último jogo do Campeonato Brasileiro (de 2023). O duelo tem a grandeza das suas equipes, duas equipes que desempenham bem. Mas o sentimento é de que poderíamos ter transformado o nosso futebol no terceiro gol. (Não aconteceu) muito também pela boa atuação do goleiro adversário”, analisou o técnico.

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De qualquer forma, o técnico celebrou a liderança do Brasileiro. O Flamengo volta à ponta do torneio depois de 115 rodadas. A última vez foi em 2021, quando o time encerrou a competição de 2020 como campeão nacional.

“Permanecer no G-4 até as últimas 10 rodadas. E depois das últimas 10 rodadas vai definir o campeão. Lutaremos por todos os títulos, pode ter certeza. Também não faz parte de mim ser mentiroso, não falar o que acredito e não falar a minha verdade. Sei que a torcida quer, mas é quase que humanamente impossível conquistar todos os títulos”, afirmou.

Poupar jogadores

Para o duelo contra o São Paulo, Tite preferiu não utilizar Arrascaeta e Luiz Araújo, que são titulares da equipe. Mas o atacante teve que ser acionado, enquanto o camisa 14 sequer entrou em campo.

“Está correta a pergunta, está coerente a pergunta, só que não é poupar. Nós não poupamos, não dava. Senão eu passo uma conotação para quem ouve de: “ah, pela vontade dele, ele poupou o cara”. Eu não poupei, não. Decido sim, é claro, mas tem todo um aparato. Não dava”, contou.

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Substituições

“Antes de o jogo começar, Fábio Mahseredjian dá um relatório de quem pode substituir. Um deles era o Pedro, e ele disse: “Eu estou bem”. Nico era outro. Para o Ayrton Lucas, eu disse: “Vou precisar de ti até o fim do jogo”. Allan e o BH sentiram cãibra e pediram para trocar”.

Gols Sofridos

“Sistema é um todo, a equipe se defende e ataca. Pega os últimos seis trabalhos aqui, e vocês vão ver que temos uma média de dois gols feitos. Se você pegar os gols sofridos, você vai ver com certeza que é a menor média. Isso gera equilíbrio. Somos muito verticais, a gente não trabalha bola para o lado. A primeira opção é vertical. Hoje fiquei chateado por ter tomado o gol. Não me lembro, a não ser uma bola que o Rossi saiu e abafou, de uma defesa que ele tenha feito. O resultado poderia ter sido mais elástico, o Rafael fez duas grandes defesas”.


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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.
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