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Cruzeiro desafia histórico da Série A ao ter melhor defesa de 2023

Raposa dividiu com o rival Atlético a condição de defesa menos vazada do Brasileirão

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Coluna do Alexandre Simões

Itatiaia

O Cruzeiro desafiou uma máxima do futebol na sua volta à elite do Campeonato Brasileiro ao terminar a Série A de 2023 com a melhor defesa, ao lado do rival Atlético, com 34 gols sofridos, cada, após 38 rodadas. Isso porque um clube nunca tinha ocupado essa posição, nas edições com 20 participantes, estando na parte de baixo da tabela de classificação.

Assim, o ditado de que “a melhor defesa é o ataque” não fez parte da caminhada da Raposa, que permanece na Primeira Divisão e disputará a Copa Sul-Americana em 2024 com a 14ª colocação no Brasileirão.

E isso acontece principalmente pelo bom desempenho do goleiro Rafael Cabral, dos laterais William e Marlon e do zagueiro Luciano Castán, todos titulares incontestáveis sob o comando de Pepa, Zé Ricardo ou Autuori.

A partir de 2006, quando a Série A por pontos corridos passou a ter 20 clubes, a pior posição de uma equipe que terminou o principal torneio nacional com a melhor defesa foi em 2013, quando o décimo colocado Corinthians sofreu apenas 22 gols.

Sinal de título

A melhor defesa da Série A é um passo importante para a conquista do título nos pontos corridos. Em 11 das 18 edições da competição com 20 clubes, isso a partir de 2006, o campeão foi quem menos sofreu gols.

Quando se aumenta o cenário para o G-4, foram 15 as vezes em que o clube com a melhor defesa integrou esse grupo, sendo uma delas a edição de 2023, em que os sistemas defensivos dos rivais mineiros brilharam e o terceiro colocado Atlético, e o 14º, Cruzeiro, foram os menos vazados do Brasileirão.

Melhores defesas, colocações dos clubes e gols sofridos na Série A a partir de 2006

  • 2006 – São Paulo – 1º - 32 gols sofridos
  • 2007 – São Paulo – 1º - 19 gols sofridos
  • 2008 – Grêmio – 2º - 35 gols sofridos
  • 2009 – São Paulo – 3º - 42 gols sofridos
  • 2010 – Fluminense – 1º - 36 gols sofridos
  • 2011 – Corinthians – 1º - 36 gols sofridos
  • 2012 – Fluminense – 1º e Grêmio – 3º - 33 gols sofridos
  • 2013 – Corinthians – 10º - 22 gols sofridos
  • 2014 – Grêmio – 7º - 24 gols sofridos
  • 2015 – Corinthians – 1º - 31 gols sofridos
  • 2016 – Palmeiras – 1º e Athletico-PR – 6º - 32 gols sofridos
  • 2017 – Corinthians – 1º - 30 gols sofridos
  • 2018 – Palmeiras – 1º - 26 gols sofridos
  • 2019 – São Paulo – 6º - 30 gols sofridos
  • 2020 – Internacional – 2º - 35 gols sofridos
  • 2021 – Atlético – 1º - 34 gols sofridos
  • 2022 – Palmeiras – 1º - 27 gols sofridos
  • 2023 – Atlético – 3º e Cruzeiro – 14º - 32 gols sofridos
Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro
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