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Chamado de ‘desequilibrado’, John Textor responde Leila Pereira, do Palmeiras

Proprietário da SAF do Botafogo, John Textor publica nota oficial após o comentário da presidente do Palmeiras na quarta (6), após o título do Campeonato Brasileiro

John Textor - Botafogo

John Textor assumiu o comando da SAF do Botafogo no início de 2022

Vitor Silva/Botafogo

Após Leila Pereira, presidente do Palmeiras, chamá-lo de “desequilibrado” por conta dos relatórios apresentados ao STJD, John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, respondeu, por meio de uma nota oficial, nesta quinta-feira (7).

“Eu entendo que a Srª Pereira (Leila) ficaria chateada com nosso arquivamento com o judiciário. Ataques pessoais, porém, não ajudam ninguém, então eu não vou repetir essa ação. Ela sempre foi generosa comigo e eu sinto que essas sérias circunstâncias de erros de arbitragem e provavelmente manipulações de partidas coloque o Botafogo numa posição avessa aos interesses dela. Eu continuo com interesse de trabalhar com o Palmeiras e todos os clubes do Brasil para uma nova liga que terá o suporte de fair play para a competição nacional”, iniciou Textor.

“Eu nunca sugeri que ela, pessoalmente, é responsável pelas curiosas ações e forças externas que apoiam o sucesso da equipe dela. Ironicamente, assim como ela sugere que eu sou um cara “desequilibrado” por causa do estudo, eu queria lembrá-la que estamos buscando algo equilibrado para o benefício de todos os clubes, e benefício de todo o Brasil”, seguiu o dirigente alvinegro.

A declaração de Leila Pereira foi dada após a partida entre Palmeiras e Cruzeiro, no Mineirão, que confirmou a conquista do Campeonato Brasileiro do clube paulista. Ainda no gramado do estádio, em entrevista ao “SporTV”, a dirigente comentou a ação do Botafogo da seguinte forma.

“Me causa estranheza, sabe? Porque eu acho que o proprietário do Botafogo deve estar meio desequilibrado, porque realmente foi difícil o Botafogo liderando o campeonato por tanto tempo e dar todo esse problema, essa turbulência, perder este campeonato. Eu acho que o Textor ficou meio desequilibrado, chega até a ser ridículo”, afirmou Leila Pereira.

Em sua resposta, Textor reforçou que o Palmeiras foi beneficiado, por exemplo, ao jogar com vantagem numérica em 11 partidas de 2023, e cita que o relatório apresentado aponta que o Palmeiras deveria ter levado três “cartões vermelhos óbvios”.

“No tópico de equilíbrio, é preciso observar que o time dela vive em um mundo em que jogar 11 contra 10 representa equilíbrio. O Palmeiras se beneficiou da vantagem de 11 contra 10 onze vezes durante a temporada 2023, um ano que as equipes tiveram a média deste benefício em 3. Botafogo, que nesse ano teve agressiva competição (encarando também documentadas violentas ações) não se beneficiou disso em nenhum momento. A estatística, claro, não faz menção aos três cartões vermelhos óbvios que o Palmeiras deveria ter levado, no mínimo, assim como há documentações independentes na mão do STJD. É sabido que outros clubes se sentem da mesma forma, o Palmeiras se aproveita de proteção da arbitragem.”

De novo, os erros de viés e erros de manipulação são antigos no futebol. No Brasileirão de 2023, temos evidências comprovadas que mostram que isso teve uma mudança efetiva na tabela do campeonato. A única diferença é que dessa vez a SAF Botafogo foi a primeira a enviar, para o governo judiciário, estatísticas avançadas e confirmação independente de problemas que acreditamos que podem ser consertados para o futuro... para o benefício de todos nós”, finalizou John Textor.

Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.
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