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Cinco pontos que explicam a queda do Botafogo, que pode perder a liderança

Em instabilidade desde a passagem de Bruno Lage, Alvinegro vê desempenho em queda, não encontra soluções e faz segundo turno de Z4

Líder desde a terceira rodada do Campeonato Brasileiro, o Botafogo tem a posição ameaçada pela primeira vez em meses. Nesta quarta (8), com o início da 33ª rodada, o Alvinegro pode ser ultrapassado por Bragantino e Palmeiras, uma vez que só entra em campo na quinta (9). Abaixo, a Itatiaia relembra cinco pontos determinantes na queda de rendimento e desempenho do Glorioso.

Queda no Nilton Santos

As 11 vitórias consecutivas como mandante fizeram do “tapetinho” do Nilton Santos um aliado do Botafogo, que disparou na liderança do Campeonato Brasileiro. Contudo, o encanto foi quebrado contra o Flamengo, que venceu o clássico na casa alvinegra, em 2 de setembro, pela 22ª rodada.

Assim, incluindo este jogo, são cinco jogos consecutivas sem vencer no Nilton Santos. Contra Flamengo, Goiás, Athletico, Cuiabá e Palmeiras, o Botafogo somou dois de 15 pontos possíveis.

Instabilidade interna

Com uma campanha que colocou o Botafogo em posição surpreendente até internamente, o “controle da ansiedade” foi posto como principal desafio do clube ainda antes da virada do turno. Era um cenário esperado, afinal o Alvinegro não conquista um título de expressão nacional desde 1995.

Havia o temor que fatores internos impactassem no dia a dia, mas a primeira instabilidade foi criada no próprio departamento de futebol, com Bruno Lage colocando o cargo à disposição após a derrota para o Flamengo. O pronunciamento do técnico pegou os demais profissionais do clube de surpresa.

Três jogos depois, o português acabou demitido pelo Botafogo. A passagem de 16 jogos de Bruno Lage e sua comissão técnica acabou marcando o início da instabilidade do time no Campeonato Brasileiro.

Elenco sem resposta

A responsabilidade, é claro, passa pelos jogadores. Os mesmos que fizeram um primeiro turno histórico foram ouvidos pela diretoria e determinantes na saída de Bruno Lage. A “gota d'água” foi a barração do atacante Tiquinho Soares, até então artilheiro isolado do Campeonato Brasileiro.

Não só isso: as lideranças do elenco deram o aval para a escolha de Lucio Flavio, com o auxílio do ex-companheiro Carli, dirigir o time nas 13 rodadas restantes, com vantagem de sete pontos como líder.

A resposta dada pelo time não foi positiva, com o desempenho ainda em queda e resultados em falta. Eduardo, Tiquinho, Marçal, Lucas Perri, Cuesta... Todos falharam ou vivem momentos técnicos ruins.

Falta de repertório

A 13 rodadas do fim do Brasileirão e com uma vantagem de sete pontos sobre o vice-líder: foi neste cenário que Lucio Flavio foi alçado a técnico do Botafogo. Com passagem pelo clube como meia, o profissional iniciou o ano no comando do Sub-23 e virou auxiliar técnico após a saída de Luís Castro.

A intenção era de que, com Lucio Flavio, o Botafogo voltasse a jogar de maneira mais próxima ao que foi com Luís Castro. O sucesso na parceria com Cláudio Caçapa, durante a transição para a chegada de Bruno Lage, e a boa relação com o elenco, foi o que motivou a decisão de John Textor em outubro.

Após vitórias sobre Fluminense e América, o time voltou a ter problemas, e Lucio Flavio, por ora, não encontrou soluções diante da queda técnica de pilares da equipe e queda de desempenho coletivo.

Segundo turno de rebaixado

Por fim, foram os resultados que fizeram a vantagem de 13 pontos para o vice-líder na virada do turno desaparecer. Antes do início da 32ª rodada, nesta quarta (8), o Botafogo tem a terceira pior campanha do segundo turno, com 12 pontos, superando Coritiba (11) e América (9), os últimos lugares da Série A.

Neste ponto, vale destacar que o time tem um jogo atrasado do segundo turno: a partida contra o Fortaleza, pela 29ª rodada no Castelão, será realizada em 23 de novembro, e pode mudar este cenário.

Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.
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