Três torcedores do Atlético acusaram um outro de racismo no fim do confronto diante do Flamengo, nesse domingo (10), pela final da Copa do Brasil. O homem de 34 anos, que estava em um dos camarotes do estádio, foi identificado e encaminhado ao posto policial na Arena MRV, em Belo Horizonte.
As vítimas acusam o homem de esfregar o antebraço em direção ao setor Brahma Sul, em que fica localizada grande parte das torcidas organizadas do Atlético. Um deles afirmou ter imagens do acontecido.
Já o torcedor que estava no camarote afirmou tentava impedir uma confusão, quando bateu no braço e gritou: “Aqui é Galo!”. Ele ainda diz ter sido agredido por outros atleticanos.
O clube ainda não se pronunciou sobre o acontecido.
Atos de selvageria
A primeira grande final na Arena MRV foi marcada por atos de selvageria por parte da torcida do Atlético. O fotógrafo Nuremberg José Maria foi atingido por um rojão nos arredores do campo na Arena MRV, quebrou três dedos, rompeu tendões, teve um corte no pé e precisou passar por cirurgia.
Na súmula, o árbitro Raphael Claus relatou que bombas foram arremessadas em direção ao gramado em quatro oportunidades: aos 9, aos 49, aos 50 e aos 52 minutos de jogo. O juiz também relatou que copos foram atirados por parte da torcida mandante aos 6, aos 45, aos 51 e aos 82 minutos da partida.