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Rodrigo Caetano se despede do Atlético com quase 20 reforços a ‘custo zero’ e legado no mercado

Em pouco mais de três anos como diretor de futebol do Galo, Caetano participou de negociações decisivas e destacou oportunidades de mercado

Rodrigo Caetano se despediu oficialmente do cargo de diretor de futebol do Atlético. Nessa quarta-feira (21), o executivo concedeu entrevista coletiva na Arena MRV antes de assumir como diretor de Seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Caetano chegou a Belo Horizonte em janeiro de 2021 e teve atuação direta na montagem do elenco multicampeão daquele ano. Ao longo de toda a passagem pelo Atlético, entretanto, o diretor fez apostas em quase 20 contratações “a custo zero”, seja de jogadores sem contrato ou em reta final de vínculo, o que permite assinatura de pré-contratos. Ele avaliou a importância dessa prática na evolução do clube.

"Às vezes, também é uma necessidade. Todo esse processo ao longo de três anos foi de uma recuperação do clube. Foram muitas contratações em 2020, até antes da minha chegada, depois foram algumas em 2021, menos em 2022, e em 2023 novamente se elevou o número. O clube já estava em melhor situação financeira, e agora não se fez muitas contratações, porque o planejamento era manutenção de elenco. Com a chegada do Scarpa, agora posteriormente o Bernard, acho que sinaliza que o clube vai ao mercado não para compor elenco, porque também acreditamos que a base passou a fornecer jogadores de bom nível, esse caminho vocês vão ver”, destacou na entrevista coletiva.

Na opinião de Caetano, por outro lado, o futebol europeu já é acostumado com esse tipo de negociação, o que evita a sensação de “clima ruim” ou de saídas “pela porta dos fundos”. O agora ex-diretor do Galo destacou que o Brasil já começa a fazer essa absorção de jogadores, mas acredita que ainda é preciso mudar a mentalidade na hora de negociar.

“O Bernard, por exemplo, nós comunicamos a chegada, mas ele é titular na Grécia e não há nenhuma restrição ou conflito. Nós temos que mudar isso aqui, parece que o jogador está cometendo um delito contra o clube, mas não, ele tem contrato por um prazo. Como isso foi superado lá fora, tem surgido mais oportunidades. Também vejo como tendência isso, mas acho que o clube hoje, com a aquisição pela SAF, terá condições de competir um pouco mais com jogadores vinculados a outros clubes no que diz respeito à aquisição. No geral, a gente conseguiu manter a competitividade com essa estratégia: manutenção de elenco e boas oportunidades”, completou.

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Com a participação de Rodrigo Caetano, o Atlético venceu o Campeonato Mineiro três vezes (2021, 2022 e 2023), além de um Campeonato Brasileiro da Série A (2021), uma Copa do Brasil (2021) e uma Supercopa do Brasil (2022).

Contratações ‘sem custos’ do Atlético com Rodrigo Caetano, desconsiderando luvas e comissões

  • 2021: Dodô, Tchê Tchê, Hulk e Diego Costa
  • 2022: Godin, Junior Alonso, Jemerson, Otávio, Pedrinho, Ademir, Pavón, Alan Kardec
  • 2023: Bruno Fuchs, Mauricio Lemos, Saravia, Paulo Henrique, Igor Gomes e Paulinho
  • 2024: Bernard.

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Jornalista formado na PUC Minas. Experiência com reportagens, apresentação e edição de texto em televisão, rádio e web. Vivência em editorias de Cidades e Esportes.
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