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Como Atlético pretende aumentar lucro com a Arena MRV

Clube pretende reduzir custos para ter maior arrecadação líquida com jogos no novo estádio

Conseguir contratos de longo prazo com prestadores de serviço é uma das estratégias do Atlético para reduzir os custos que tem atualmente nas partidas realizadas na Arena MRV. De acordo com Thiago Maia, diretor financeiro do clube, a intenção é ter até 70% de margem líquida em relação à receita com bilheteria nos dias de jogos.

Atualmente, após a dedução de todas as despesas, o Galo fica com aproximadamente 50% do que foi arrecadado com a venda de ingressos. Estacionamento, alimentos e bebidas são outra formas de ganhar dinheiro no próprio estádio.

Hoje, as empresas de segurança e limpeza são contratadas para cada jogo, o que eleva o preço do acordo. Com a futura negociação por períodos mais longos e valor fixo, a ideia é gastar menos a cada duelo e embolsar maior parcela da receita.

“O nosso maior custo hoje é segurança. É onde precisamos atuar mais. Uma coisa é reduzir custo e outra é comprar custos com outros borderôs. Você consegue negociar com o fornecedor e pagar uma nota fiscal por mês. Esse custo passa a não entrar no borderô. É uma nota fiscal que entra na minha demonstração financeira, mas não vai estar no borderô. Estamos contratando por jogo. Diversos times não têm custos com segurança no borderô", disse à TV Galo

“Gradativamente, vamos passar para um contrato de longo prazo. Naturalmente, reduz os custos. Ainda sobre segurança, ainda estamos aprendendo a operar a Arena. Há diversas pequenas obras que podemos fazer para reduzir número de seguranças”, completou.

Aumentar lucro

Atualmente, o Atlético fica com aproximadamente 50% do que é arrecadado com bilheteria na Arena MRV. O restante do valor é destinado a despesas diversas. Nas oito partidas disputadas no estádio, foram arrecadados R$ 15,6 milhões com bilheteria. Desse total, o clube ficou com R$ 7,4 milhões.

Apesar de considerar a margem atual boa, melhor que do que tinha no Mineirão, Thiago Maia acredita que a porcentagem ainda pode melhorar.

"É uma margem boa, satisfatória, bem acima do que tínhamos no Mineirão. Mas ainda é muito aquém daquilo que a gente quer. Está próximo dos 50%. Acredito que isso vai chegar a 60% ou 70%. Seria o ideal. É uma margem muito boa”, explicou.

Na prática, se o lucro líquido fosse de 70%, o Atlético teria ficado com R$ 10,9 dos R$ 15,6 milhões totais arrecadados em 2023, antes do jogo contra o Grêmio.

Hugo Lobão é repórter multimídia do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, passou por Hoje Em Dia, Record e Globo Esporte. Amante de esportes olímpicos.
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