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Diretor abre o jogo sobre arrecadação do Atlético na Arena MRV; veja números

Thiago Maia revelou valores arrecadados pelo Galo com bares e estacionamento no novo estádio

O Atlético já disputou oito partidas na Arena MRV, sua nova casa em Belo Horizonte. Desde a inauguração em agosto, o Galo lucrou cerca de R$ 2,08 milhões com bares e estacionamento do estádio. Diretor de finanças do clube, Thiago Maia detalhou a arrecadação do Alvinegro nos primeiros jogos.

Primeiro, o diretor explicou o contrato do Atlético com a Gourmet Sport Hospitality (GSH), prestadora de serviço dos bares da Arena MRV. Thiago Maia detalhou o acordo com a empresa portuguesa no Galocast, podcast feito pelo clube alvinegro.

“Vamos falar de alimentos e bebidas. Temos mais de 40 bares, fizemos uma licitação, a Gourmet Sport, que faz para o Palmeiras e para o Porto, venceu. É uma empresa portuguesa. A gente precisava de alguém que tem ‘bala na agulha’. Entregamos 43 bares no cimento. Todos esses bares são de investimento da GSH. Tudo que tem dentro dos bares foi efetuado por eles. Gastaram mais de R$ 10 milhões para fazer isso”, disse Maia.

O Atlético tem contrato de cinco anos com a GSH. O Alvinegro fica com parte do resultado líquido de cada jogo realizado na Arena MRV.

"É um contrato de cinco anos. A gente fica com cerca de 20% do resultado líquido. A empresa fatura R$ 800 mil, R$ 900 mil por jogo. Em evento, a gente fica com um pouco menos. É um contrato muito robusto, que entram esses R$ 10 milhões que foram investidos”, completou.

Ao fim do vínculo, existirá a opção de renovação. O Atlético poderá aumentar o percentual de arrecadação, já que a empresa não terá que fazer o investimento nos bares como aconteceu no acordo inicial.

“Naturalmente, esses percentuais aumentam em uma nova negociação, já que os bares passam a ser do Atlético, com todos os custos pagos”.

Estacionamento

O contrato de estacionamento feito pelo Atlético com a Estapar tem os mesmos moldes do acordo com a GSH. Thiago Maia diz que o Galo deve receber, anualmente, cerca de R$ 2 milhões pela cessão do espaço.

“Estacionamento é algo parecido. Fizemos a licitação com várias empresas que fizeram a concorrência. Entregamos ‘no osso’. A Estapar nos adiantou R$ 5 milhões, gastou mais R$ 5 milhões em investimento e a gente fica com um percentual do estacionamento. Nem de longe é a nossa maior receita. O estacionamento vai render em torno de R$ 2 milhões por ano. Nós ainda vendemos 200, 250 vagas, que renderam cerca de R$ 12 milhões, que nos ajudou na construção do estádio”, revelou.

Ao fim do acordo, o Atlético pode optar por um novo contrato ou até mesmo gerenciar o estacionamento. Isso será definido ao fim do acordo com a Estapar. No momento, o clube não pensa em cuidar das operações.

"É um contrato de cinco anos, o equipamento é nosso. Está pago com os investimentos iniciais. Aí a gente vai negociar condições melhores. Não é intenção no momento primarizar. Não estamos maduros para isso”, concluiu.

Túlio Kaizer é jornalista esportivo com grande experiência no digital. Foi setorista dos três grandes clubes do futebol mineiro: América, Atlético e Cruzeiro. Cobre também basquete, vôlei, esportes americanos, esportes olímpicos e e-sports.
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