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Qual será a divisão da diretoria do Atlético na SAF? CEO do clube explica

Bruno Muzzi concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (13), na sede do clube em Lourdes, e destrinchou a SAF

Nesta quinta-feira (13), o Atlético convidou jornalistas para entrevista coletiva com Bruno Muzzi, CEO do Alvinegro. O encontro na sede de Lourdes aconteceu para esclarecer dúvidas sobre a transformação do clube em Sociedade Anônima do futebol (SAF). Uma delas, sobre como será a formação da diretoria com o processo aprovado.

De acordo com Muzzi, a estrutura da SAF ainda está sendo debatida internamente, mas um formato já está desenhado:

“A SAF terá um conselho de administração formado por sete pessoas. Duas indicadas pelos conselheiros e cinco pela Galo Holding. Diversas matérias serão levadas ao Conselho; ele que fará a eleição da diretoria executiva. A estrutura que está sendo debatida para ver se teremos um CEO e um outro executivo do futebol, junto com o diretor”, revela o dirigente.

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“Meu papel (caso seja eleito CEO) é que esse executivo tenha as decisões, obviamente que num processo de entrevista, que compartilhe com minha visão. Que ele respeite os limites orçamentários. Assim como em qualquer empresa, precisamos desta governança. Não está totalmente alinhado, mas estamos conversando a respeito”, foi além.

Dia da votação

No próxima quinta (20), haverá reunião extraordinária com os conselheiros para a votação. Para que o modelo proposto seja aprovado, serão necessários 2/3 de votos “sim”. O Conselho Deliberativo tem atualmente 420 membros.

O processo será feito de forma presencial ou remota, para aqueles que não puderem comparecer à sede do Atlético, e será encerrado às 18h da sexta (21).

Modelo de SAF do clube

A princípio, o plano apresentado pelo colegiado para formação da SAF prevê investimento imediato de R$ 913 milhões por parte de empresários atleticanos. Um bolo desta quantia deve ser utilizado para quitar dívidas onerosas (bancos, que geram juros, por exemplo).

As dívidas totais do clube (incluem a Arena MRV, estádio do Atlético), que estão entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões, ficarão sob a responsabilidade da SAF. A nova empresa, chamada Galo Holding, que contará com dois fundos investidores, teria 75% das ações da Sociedade Anônima. O Atlético (associação) ficaria com 25%.

Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18) e Olimpíada (2016-2021).
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