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Na Justiça, São Paulo cobra R$ 3,7 milhões do Botafogo por Tchê Tchê; veja detalhes do contrato

Tricolor alega que clube alvinegro pagou apenas a primeira parcela prevista na transação

O São Paulo entrou, na última segunda-feira (1), com um processo de execução de título extrajudicial para que a SAF do Botafogo pague o valor de R$ 3.774.730,75 milhões referente à compra do volante Tchê Tchê.

No documento, ao qual a Itatiaia teve acesso, o Tricolor destrincha todos os detalhes da transação, que foi oficializada em 12 de abril de 2022. O clube do Morumbi alega ter recebido apenas a primeira parcela do que foi acertado entre as partes, mesmo após uma repactuação da dívida.

A informação do processo foi divulgada, inicialmente, pelo jornal O Globo.

Entenda o negócio

O Botafogo acertou a compra de 70% dos direitos econômicos do atleta de 31 anos. Por esse percentual, aceitou pagar R$ 4,8 milhões a serem depositados da seguinte maneira:

  • R$ 2,2 milhões até o dia 25 de agosto de 2022;
  • R$ 1,3 milhão até o dia 25 de abril de 2023;
  • R$ 1,3 milhão até o dia 25 de setembro de 2023;

Também ficou estabelecido, em contrato, que o Botafogo deveria pagar 250 mil dólares (R$ 1,2 milhão na cotação atual), caso Tchê Tchê fosse titular em 60% das partidas que restavam na temporada de 2022.

Essa quantia também seria parcelada em três vezes: fevereiro, maio e agosto de 2023.

Por fim, o Botafogo ainda deveria pagar mais 250 mil dólares (R$ 1,2 milhão na cotação atual), se o jogador atuasse em 60% dos jogos oficiais da equipe na temporada de 2023.

Esse montante também seria parcelado em três vezes: fevereiro, maio e agosto de 2024.

Multa por atraso

Ao vender os direitos econômicos de Tchê Tchê, o São Paulo também acordou que, em caso de atraso de 30 dias em qualquer pagamento, o Botafogo pagaria uma multa de 5% e juros moratórios de 1% ao mês até a data do pagamento pendente.

Repactuação da dívida

Com pagamentos em atraso, Botafogo e São Paulo selaram um termo aditivo em janeiro do ano passado.

Na ocasião, o Tricolor demonstrou interesse na contratação por empréstimo do atacante Erison, então atleta da Estrela Solitária.

A essa altura, o Botafogo havia pago apenas a primeira parcela da compra de Tchê Tchê, estipulada em R$ 2,2 milhões.

Restava, no entanto, depositar a segunda parte prevista de R$ 1,3 milhão, além da meta alcançada pelo jogador de 250 mil dólares (R$ 1,2 milhão na cotação atual) por ter participado de, pelo menos, 60% dos jogos como titular em 2022.

Como acordo para receber Erison, o São Paulo abriu mão da primeira parcela dessa meta de desempenho. O valor descontado foi de 100 mil dólares.

Além disso, o Tricolor repactuou os 150 mil dólares em atraso, assim como o restante da dívida, da seguinte maneira:

  • R$ 1,3 milhão até 20/8/2023
  • 75 mil dólares até 20/8/2023
  • 1,3 milhão de dólares até 20/2/2024
  • 75 mil dólares até 20/2/2024

Todos esses valores, no entanto, não foram depositados pelo Botafogo, segundo o São Paulo.

Procurado pela Itatiaia, o clube carioca não se manifestou.

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Brenno Costa é jornalista multimídia formado pela Universidade Católica de Pernambuco e pós-graduado em comunicação e marketing pela Estácio. Atualmente, é correspondente da Itatiaia em São Paulo. Antes, trabalhou na Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco/Superesportes e no Globo Esporte.
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