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Viana critica Fuad, se afasta da extrema-direita e diz que terá boa relação com Lula se for prefeito

Senador quer disputar a Prefeitura de Belo Horizonte pelo Podemos e falou à Itatiaia em série de entrevistas com pré-candidatos

Em 2022, o senador Carlos Viana, atualmente no Podemos, estava filiado ao Partido Liberal (PL) do então presidente Jair Bolsonaro, e esperava ter apoio explícito do candidato à reeleição à Presidência em sua campanha. O apoio não veio como esperado e Bolsonaro se juntou a Romeu Zema, que acabou reeleito.

Em 2024, pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, evangélico e de direita (ou centro-direita, como também se define), Viana tenta se descolar de Bolsonaro e diz até ter um bom relacionamento com o governo Lula. Em entrevista à Itatiaia disse “apanhar da esquerda e da direita” mas que tem sido atendido pelos ministros de Lula no Senado.

“Se há algo que não posso criticar no governo Lula é [falta de] diálogo. Estou falando como senador e presidente da Frente Evangélica no Senado”, afirma ao dizer que é consultado sobre projetos do governo nas áreas de Comunicação, Aviação e até em pautas de costume, alvo preferencial da bancada evangélica.

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“O governo Lula tem ministros que dialogam e meu relacionamento é excelente. Minha vinda para o Podemos me permitiu ter todo o diálogo com o governo. As pautas que o governo quer votar estão na minha mesa. Posso dizer que minha relação é excelente e se for prefeito da capital tenho todas as portas abertas”, completa.

Carlos Viana diz, ainda, que defende a economia livre, o capitalismo e a meritocracia, critica a condução econômica do governo federal, sob a batuta do ministro Fernando Haddad (PT), da Fazenda, mas dois anos depois de procurar apoio de Bolsonaro, não se define no campo da extrema-direita.

“Eu vejo um Brasil que cai na esquerda e joga a economia lá no buraco, que é o que está acontecendo. Meu campo politico é centro-direita. Sou extrema-direita? Não sou. Eu me vacinei três vezes contra a covid”, diz em referência à campanha do próprio ex-presidente contra o imunizante. Bolsonaro não se vacinou.

Além do bom diálogo com o governo federal e do descolamento com a extrema-direita, Viana diz, ainda, que o atual prefeito Fuad Noman (PSD) tem se eximido de procurar o Executivo federal para pedir recursos para investimentos em Belo Horizonte.

“O governo federal abre as portas para financiar. O prefeito de Belo Horizonte não vai a Brasília para pedir nada. Ele vai fazer política, agora, na reta final, com os padrinhos dele da política velha, tentando juntar partido para sobreviver e manter a candidatura dele, que é a candidatura da política velha que não quer largar o poder”, critica.

“Tenho muita tranquilidade de dizer que o problema é que o prefeito não leva propostas para Brasília e o dinheiro está lá.


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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.
Repórter de política na Rádio Itatiaia. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. Em Belo Horizonte, teve passagens pelas rádios Alvorada, BandNews FM e CBN. No Grupo Bandeirantes de Comunicação, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na BandNews FM BH. Cobriu as tragédias ambientais da Samarco, em Mariana, e da Vale, em Brumadinho. Vencedor de 8 prêmios de jornalismo. Em 2023, venceu o Prêmio Nacional de Jornalismo CNT.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
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