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Pré-candidato à PBH, Carlos Viana vê metrô como ‘trunfo’ e diz que empresas de ônibus mandam na prefeitura

Senador foi entrevista pela Itatiaia em série com pré-candidatos à Prefeitura de BH

A concessão do metrô de Belo Horizonte, cujo contrato foi assinado entre o Governo de Minas e o Grupo Comporte Participações, em março do ano passado, é tido como “trunfo” para a pré-campanha de Carlos Viana à prefeitura da capital mineira. Com a pré-candidatura lançada pelo Podemos às eleições deste ano, o senador diz ser o único que pode falar sobre o assunto ao criticar a mobilidade urbana em BH.

“Salvador é uma cidade que conseguiu fazer um metrô em 12 anos, do Centro do Pelourinho até o aeroporto. Nós temos 35 anos que não conseguíamos avançar no metrô. E vai avançar porque eu arrumei R$ 2,8 bilhões. O único que pode falar de metrô e deu a cara fui eu e esse é um compromisso com a cidade”, afirmou.

Viana se refere à negociação feita durante o governo de Jair Bolsonaro que destinou a quantia para o processo de concessão do equipamento público. O contrato prevê a melhoria da linha 1 e a construção da linha 2.

“A empresa tem contrato de deixar a estaçãoo do Calafate e do Barreiro prontas em 2027 e 2028. Não estou falando de promessa, estou falando de contrato. Se ela não cumprir, eu como prefeito vou cobrar dela, tiro até a concessão”, diz em entrevista à Itatiaia, que entrevistou todos os 10 pré-candidatos que já colocaram seu nome para a disputa que ocorrerá em outubro.

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O senador diz que pretende investir na integração das linhas de ônibus com o metrô para ampliar a oferta do transporte público na cidade.

“O que temos que fazer para que o metrô volte a ser como antes, quando chegou a transportar 350 mil pessoas por dia. Como vamos fazer isso? Com integração com os ônibus. O prefeito quer gastar bilhões com um BRT na [avenida] Amazonas, onde não cabe carro”, diz.

Carlos Viana centra as críticas na prefeitura e na Câmara Municipal ao dizer que as empresas de ônibus “mandam” tanto no Executivo como no Legislativo municipal. No ano passado, um acordo entre os Poderes selou um repasse de mais de R$ 500 milhões às empresas de ônibus para que a passagem se mantivesse no patamar de R$ 4,50. Hoje, a tarifa é de R$ 5,25.

“O prefeito não manda em nada. Quem manda no prefeito e no presidente da Câmara são as empresas de ônibus. No ano passado, a Câmara aprovou projeto do prefeito dando meio bilhão para as empresas. E melhorou o quê?”, questiona. “Outro dia o prefeito deu uma entrevista aqui na rádio dizendo que melhorou porque compraram ônibus. Ou seja, as empresas ficaram mais ricas e a cidade ficou mais pobre”, afirmou.


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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.
Repórter de política na Rádio Itatiaia. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. Em Belo Horizonte, teve passagens pelas rádios Alvorada, BandNews FM e CBN. No Grupo Bandeirantes de Comunicação, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na BandNews FM BH. Cobriu as tragédias ambientais da Samarco, em Mariana, e da Vale, em Brumadinho. Vencedor de 8 prêmios de jornalismo. Em 2023, venceu o Prêmio Nacional de Jornalismo CNT.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
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