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Eleições 2024: ‘O atual prefeito tentou transformar a Câmara em penduricalho da PBH’, diz Gabriel Azevedo

Presidente da Câmara e pré-candidato do MDB, Gabriel afirmou que atual gestão não ouve vereadores

Pré-candidato do MDB à Prefeitura de Belo Horizonte, o presidente da Câmara Municipal Gabriel Azevedo criticou a relação do prefeito Fuad Noman (PSD) com os vereadores da capital inteira nos últimos anos e afirmou que, caso eleito para o Executivo, pretende manter um canal direto com o Legislativo.

“Se você tem os vereadores, seja da base, oposição ou independentes, como alguém que você escuta, a cidade melhora. Faz dois anos que a Câmara está gritando para o prefeito que a cidade não tem um contrato de lixeira. A pessoa joga um papel na lixeira e ele vai no chão porque está furada. Custa ouvir a Câmara? Até quem te critica, te ajuda muito. O que acontece é que o atual prefeito quer mandar na Câmara. O que se tentou, ao tentarem me remover da presidência, é porque o prefeito queria transformar a Câmara em um penduricalho da prefeitura, em que os vereadores só falassem amém para o prefeito. Mas o vereador tem o papel de representar e defender o povo”, afirmou Gabriel Azevedo.

O vereador, que preside a Câmara desde o ano passado, se filiou ao MDB e se lançou como pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte. Para chegar ao comando da Câmara, Gabriel derrotou o candidato que era apoiado pelo prefeito Fuad Noman e, desde então, subiu o tom das críticas à atual gestão municipal.

Segundo Azevedo, o prefeito ignora reclamações e sugestões dos vereadores o que atrapalha a relação harmônica entre os dois poderes.

“O Poder Legislativo é fundamental, então, como prefeito eu, já no primeiro dia, quero encontrar o presidente da Câmara. É fundamental que o prefeito se encontre com o presidente da Câmara, de preferência, semanalmente. E também encontros, cafés, almoços, jantares, para ouvir todos os vereadores. O prefeito tem que buscar saber o que a cidade está precisando, as reclamações, o que pode melhorar. Não só com os vereadores, mas também os deputados estaduais, para ajudar articular a região metropolitana, limpar os nossos rios, como a Pampulha, e também com a bancada federal, para trazer mais recursos para BH, ter área de escape no Anel Rodoviário, tirar os prédios vazios da União e transformar em moradias sociais, tudo isso é política. Hoje, o prefeito não faz política, até porque nunca foi político, não sabe o que está fazendo, é apenas um suspensório em busca de uma ideia”, disse Gabriel.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
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