Ouça a rádio

Ouvindo...

Times

Atuando além do período de estiagem, Governo de Minas investe em tecnologia e ações de prevenção e combate aos incêndios florestais

Ações são realizadas o ano inteiro e incluem trabalho de conscientização da população, turistas e produtores rurais.

Combate ao incêndio

Combate ao incêndio

Istock

Iniciado em julho, prossegue até outubro, o chamado período crítico de ocorrência de incêndios florestais. Mas buscando prevenir as queimadas, o Governo de Minas realiza durante todo o ano, um trabalho contínuo de ações de prevenção, planejamento e parcerias entre população e órgãos públicos.

Sob a coordenação do Instituto Estadual de Florestas (IEF), os trabalhos integram a Força-Tarefa Previncêndio, um esforço que une diversas instituições para monitorar e combater os incêndios florestais em Minas.

Além do IEF, a força-tarefa envolve a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec); Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG); Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG); Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Junto com esta união de forças, o Estado vem fortalecendo as ações, por meio de investimentos em novas tecnologias, estratégias e capacitações. Uma destas iniciativas foi o lançamento do programa “Minas Contra o Fogo”. O programa, desenvolvido em parceria com 40 municípios do estado, prevê a capacitação de brigadistas, auxílio na elaboração e execução de planos de contingência para a prevenção e combate em áreas públicas e privadas. A iniciativa inclui ainda orientação às prefeituras para decretação de emergência, em caso de necessidade.

Integram o “Minas Contra o Fogo”, os municípios mineiros que apresentaram, entre 2013 e 2021, focos de incêndios em Unidades de Conservação estaduais dentro de seus limites territoriais. Ao aderir ao programa, eles recebem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) doados pelo IEF, como vestimentas, capacetes, luvas, óculos e coturnos, além de instrumentos de combate ao fogo, como abafadores e bombas costais.

As ações são realizadas em parceria com cada uma das Unidades de Conservação (UCs), que têm autonomia para reforçar ou definir iniciativas locais de prevenção e combate, de acordo com as peculiaridades e realidade de cada localidade.

Importância da conscientização

Segundo estimativa do IEF, cerca de 97% das queimadas são decorrentes de ação humana. Estas ocorrências são responsáveis por significativas emissões de monóxido de carbono na atmosfera, causando impactos na captação de água, empobrecimento de solo e redução das espécies e exemplares de fauna e flora, além de gerar enormes prejuízos ambientais e materiais. Por isto, as equipes das UCs e o Previncêndio realizam o trabalho de sensibilização, por meio de blitz ecológicas, palestras em escolas e participação em feiras agropecuárias, sempre abordando o perigo do mau uso do fogo.

Este trabalho de prevenção e combate ao fogo, inclui a participação de todos. O Previncêndio é responsável por capacitações voltadas aos brigadistas profissionais, além de voluntários, que podem se apresentar à unidade de conservação de seu interesse. E para as áreas mais críticas, a força tarefa contrata brigadistas, que ficam à disposição nas unidades onde o fogo exige reforço de efetivo.

Em 2023, foram disponibilizadas 280 vagas para brigadistas que, além do efetivo combate aos incêndios florestais nas áreas de preservação do estado, também realizam ações de sensibilização e orientação junto a produtores rurais, frequentadores e moradores das zonas de amortecimento das unidades de conservação. Neste trabalho de conscientização, os brigadistas informam sobre os efeitos adversos provocados pelos incêndios e alternativas ao uso do fogo na produção agrícola.

Manejo consciente do fogo

Outro recurso que está sendo utilizado em Minas Gerais é o manejo integrado do fogo. Esta prática envolve o uso intencional de fogo para manejo de vegetação, nativa ou exótica, abrangendo técnicas de aceiro negro, de fogo de supressão ou equivalentes, com vistas a reduzir a ocorrência, mas principalmente a severidade dos incêndios florestais, bem como de combatê-los, quando em propagação.

O aceiro negro é a técnica de confecção de limpeza de uma faixa que utiliza o fogo em área de largura e comprimento variável, de forma planejada, monitorada e controlada, para fins de prevenção ou de combate a incêndio florestal, funcionando como uma barreira para a tentativa de contenção do fogo. Já o aceiro realizado sem o uso do fogo é a faixa em que a vegetação é interrompida ou modificada com a finalidade de dificultar a propagação do fogo e facilitar o seu combate por meio do corte da vegetação.

Autorizada legalmente nas UC estaduais em 2020, esta técnica somente é permitida se respeitada a relação de dependência evolutiva do fogo nos biomas onde é empregado ou atender ao manejo de combustíveis exóticos.

Ação do El Niño.

De acordo com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Minas Gerais tem registrado temperaturas acima da média histórica e baixa previsibilidade de chuvas. Por isto o clima deve ficar mais seco do que nesse mesmo período do último ano. Isso acontece devido à ocorrência do fenômeno El Niño, que deve atuar até o final do próximo período chuvoso, em abril de 2024.

Emergências

Em caso de queimadas, o Corpo de Bombeiros ou a Força Tarefa Previncêndio, devem ser avisados por meio dos números 193 ou 0800-283 23 23.

Leia mais