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Diniz vê derrota injusta e diz que torcida gritar olé para Argentina foi ‘demais’

Seleção Brasileira sofreu primeiro revés em casa na história das Eliminatórias, 1 a 0, em jogo nesta terça-feira (21) no Maracanã

Fernando Diniz durante entrevista coletiva após derrota para a Argentina

Fernando Diniz durante entrevista coletiva após derrota para a Argentina

Reprodução

Em sua despedida como técnico da Seleção Brasileira nas Eliminatórias, já que tem contrato somente até junho de 2024, Fernando Diniz disse que achou injusta a derrota para a Argentina na noite desta terça-feira, 1 a 0 no Maracanã, pela sexta rodada da competição. E não gostou muito de os torcedores terem gritado olé favorável aos adversários no final da partida.

“A torcida está no direito de fazer o que quiser. Temos que tentar entregar o melhor, sempre, mas a torcida é passional e quer vencer. Eles estão no direito de vaiar, mas acho que gritar olé para a Argentina é um pouco demais. Vaiar é compreensível, olé para a Argentina, não, tanto que quem fez isso foi vaiado por outros brasileiros. Mas temos que saber conviver com isso”, disse Diniz.

Para ele, o confronto foi um dos melhores dos seis que fez comandando a Seleção Brasileira. Pela força do adversário, que mantém a base campeã do mundo na Copa de 2022, no Catar, e também pelas mudanças que fez nesta Data-Fifa, entre seis e sete, por causa de lesões principalmente.

“Dois times tradicionais, muito fortes, e acho que tivemos mais finalizações, oportunidades, mas acabamos ali na hora de decidir falhando. A Argentina praticamente teve o gol do Otamendi, numa falha nossa de marcação no escanteio. Tivemos sempre mais perto da vitória do que a Argentina, por isso acho que o resultado foi injusto”, disse o treinador.

Foi mais um resultado ruim para a Seleção Brasileira, que acumulou o quarto jogo sem ganhar, com um empate e três derrotas, caindo para a sexta colocação das Eliminatórias, com sete pontos. Os argentinos foram a 15, em primeiro. Também foi a primeira derrota da Seleção Brasileira como mandante em um jogo de Eliminatórias, após 64 partidas (com 51 vitórias e 13 empates).

“Tem as estatísticas, mas não temos que nos apegar só a isso. Foi o que eu falei depois que o Fluminense foi campeão da Libertadores [ele como treinador], se perdesse não seria o fracasso. Estamos em processo de mudança, o desempenho controlamos, o resultado algumas vezes, não. Mas noto evolução jogo a jogo, hoje, pelo tamanho do confronto, foi das nossas melhores partidas”.

Despedida de Diniz

O treinador tem contrato até junho de 2024, ainda terá agenda em março, mas não comandará mais o Brasil nas Eliminatórias, já que o Brasil só volta a atuar pelo torneio em setembro. A campanha do técnico foi de seis partidas, duas vitórias, um empate e três derrotas, com sete pontos e a sexta colocação na tabela de classificação, atrás de Uruguai, Argentina, Colômbia, Venezuela e Equador.

A direção da CBF espera que a partir de junho, e já na Copa América dos Estados Unidos, o treinador seja Carlo Ancelotti, italiano que atualmente está no Real Madrid, da Espanha.

Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
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