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Aliados de Lula não descartam dividir ministério da Indústria para abrigar centrão

Na mira da reforma, ministro de Portos afirma que pasta é a menor da Esplanada e costura sua permanência com ajuda de Alckmin

Entre os cenários possíveis para uma reforma ministerial, desmembrar o Ministério de Desenvolvimento e Indústria, para criação de uma nova pasta, entrou no radar de aliados do governo.

A movimentação poderia abrir espaço para mais uma cadeira de ministro voltada ao setor produtivo, alvo da cobiça do Centrão. Ministros que participam da negociação destacam que no passado existiu um ministério de Micro e Pequenas Empresas, um apêndice do MDIC.

A pasta cheia como está hoje, com todas as áreas integradas, inclusive Comércio e Serviço, é atualmente comandada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Também na mira do Centrão, o ministro de Portos, Márcio França, afirmou na quinta-feira (3), que não recebeu sinalização do Palácio do Planalto sobre o que acontecerá com a pasta. França falou do assunto com jornalistas durante cerimônia de posse do ministro Cristiano Zanin, no Supremo Tribunal Federal.

“A única coisa imutável no Lula é a Janja. O resto é tudo mutável”, brincou.

O ministro conta com apoio de Alckmin para sua permanência no cargo. Nascido em Santos (SP), França ressalta que tem afinidade com o setor portuário. Ao ser questionado sobre a reforma ministerial, ele minimiza as chances de perder a pasta.

“Esse ministério dos Portos é criado a partir de preocupação com a importância desse tema. Ele é bem pequenininho, de todos os ministérios, ele é o menor da Esplanada”.

A demora para definição da nova Esplanada tem desagradado diversos ministros e lideranças de governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que tomará decisão depois que voltar de Belém, onde participará da cúpula da Amazônia, de 7 a 9 de agosto.

Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.
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