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STF quer explicações de Bolsonaro sobre mudança no local de desfile no RJ

Rede Sustentabilidade pediu ao Supremo multa de R$ 1 milhão ao presidente, caso ele convoque atos para o mesmo local

Desfile do 7 de setembro no Rio ocorre, tradicionalmente, no centro da cidade

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para o presidente Jair Bolsonaro (PL) explicar a mudança no local do desfile cívico-militar de 7 de setembro, que marca as comemorações do bicentenário da Independência, no Rio de Janeiro.

O desfile ocorre, todos os anos, na avenida Presidente Vargas, no centro da capital fluminense, mas Bolsonaro anunciou que, em 2022, o evento ocorreria na avenida Atlântica, na orla da praia de Copacabana, onde está prevista uma manifestação de apoiadores do presidente, convocada por ele mesmo.

O partido Rede Sustentabilidade entrou com uma ação no Supremo questionando a mudança de local. De acordo com a legenda, a alteração tem como objetivo atender a motivações político-eleitorais e não técnicas.

“A inopinada mudança (...) tem razão evidente nas vontades político-eleitorais de Jair Bolsonaro, que pretende associar sua candidatura ao apoio institucional das Forças Armadas, bem como vender a ideia

de que possui amplo apoio popular, divulgando o evento como apoio à sua reeleição”, diz a Rede na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 998.

A Rede quer, ainda, que o Supremo impeça qualquer alteração nos "atos de comemoração ao bicentenário da Independência no Rio de Janeiro" e que determine que o presidente se abstenha de convocar atos políticos para os mesmos locais sob pena de multa de R$ 1 milhão.

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