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Bolsonaro diz que atos de Moraes são ilegais: 'ele faz uma perseguição implacável' 

Presidente criticou decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal e comentou disputas eleitorais no Rio Grande do Sul 

Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que os inquéritos abertos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, têm como objetivo perseguir seu governo. 

Em entrevista para a Rádio Guaíba, de Porto Alegre, o presidente criticou decisões de Moraes e afirmou que o ministro ignora os ritos processuais e posicionamentos do Ministério Público. 

“Os inquéritos do Alexandre Moraes são completamente ilegais e imorais. É uma perseguição implacável por parte dele. Sabemos o lado dele. Nós estamos jogando dentro das quatro linhas”, afirmou Bolsonaro. 

Na segunda-feira (1), a vice-procuradora da República, Lindôra Araújo, afirmou que Alexandre de Moraes “adentrou nas funções exclusivas do Ministério Público” e “contaminou” provas no inquérito que apura vazamento de informações sigilosas da Justiça Eleitoral durante uma live transmitida no ano passado.  

“Veja essa manifestação do MP, ele abriu um novo inquérito. Começou a querer investigar mais ainda o presidente sobre o inquérito que eu divulguei no ano passado. E quem quiser, só pedir que eu entrego o inquérito, não tem classificação sigilosa. São documentos fornecidos pelo próprio TSE”, disse Bolsonaro, se referindo ao posicionamento da Procuradoria-geral da República que criticou Moraes. 

Disputa gaúcha 

Na entrevista à rádio gaúcha, o presidente disse que enfrenta dificuldades para declarar apoio aos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, uma vez que dois deles são aliados do Planalto. 

“Não posso ir ao Rio Grande do Sul e apoiar um candidato ao governo, tenho que fazer duas visitas, uma para cada candidato. Sou amigo do Onyx, que foi a pessoa que esteve comigo desde 2016, e também sou muito amigo do Heinze. Fica difícil escolher um”, disse Bolsonaro. 

Um dos mais antigos aliados de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni chefiou no atual governo as pastas da Casa Civil, Cidadania, Secretaria-Geral e Trabalho e Previdência. Já Heinze foi um ativo defensor do presidente na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. 

Bolsonaro disse também que tem vários aliados do govenro na disputa ao Senado, como o vice-presidente Hamilton Mourão. "Estamos tentando ver a melhor maneira de conduzir as eleições no Rio Grande do Sul. No Senado, é a mesma coisa, vários candidatos nos apoiam e tenho uma afinidade muito grande com Mourão", afirmou.


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