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Concessão do metrô de BH será concluída até dezembro, diz ministro da Infraestrutura

Ministro Marcelo Sampaio detalhou calendário do processo de concessão do metrô da capital mineira 

Metrô de Belo Horizonte

O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, afirmou que o processo de concessão do metrô de Belo Horizonte será concluído até final deste ano e que duas empresas espanholas já demonstraram interesse em assumir o modal na capital mineira. 

Em entrevista exclusiva à Itatiaia, o ministro detalhou os próximos passos para a privatização do metrô e os planos de investimentos para a expansão da linha, que ligará a estação do Calafate (na linha 1) até a região do Barreiro. O lançamento do edital depende de uma análise do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a desestatização da CBTU Minas.

“Temos hoje R$ 2,8 bilhões reservados, já na conta da concessão, para ampliação do metrô de Belo Horizonte. Tínhamos a previsão do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) que essa privatização seria feita em agosto, escorregou para setembro para pequenos ajustes. O BNDES já confirmou a privatização da CBTU em Minas para setembro”, afirmou o ministro. 

Segundo Marcelo Sampaio, após o lançamento do edital em setembro, as empresas interessadas em assumir a concessão terão 90 dias para analisar o projeto. 

“A ideia é fazer o leilão ainda em dezembro. Estive com representantes de uma empresa espanhola que está muito focada no metrô de BH. Eles estão trabalhando com uma empresa de construção. Já estão atuando no metrô de São Paulo. O leilão será bem sucedido”, disse. 

Sampaio explicou que a assinatura do contrato de prorrogação da concessão da MRS, que acontecerá nesta sexta-feira (29), em Juiz de Fora, prevê que a empresa faça investimentos de R$ 230 milhões na linha 2 do metrô de Belo Horizonte. 

“Nos investimentos previstos pela renovação com a MRS estão previstos mais de R$ 230 milhões para segregar a malha na linha 2 do metrô de BH. A MRS passa em BH, uma malha de carga, e a linha 2 terá uma confluência com essa malha de carga. Então a MRS vai separar o transporte de carga do transporte de passageiros, esse investimento está entre os R$ 11 bilhões previstos nas obras. O mesmo será feito pela MRS no metrô de São Paulo, também será feita na estação da Mooca, separando o trecho para carga e outra para passageiros”, explicou.

Ao todo, serão destinados R$ 3,7 bilhões para a ampliação do metrô da capital mineira, sendo R$ 2,8 bilhões do governo federal e R$ 430 milhões do governo estadual, por meio do acordo de reparação da Vale. Outros R$ 470 milhões serão investidos pela empresa que assumir o trecho. 

Atrasos e adiamentos

A ampliação do metrô de Belo Horizonte é uma das demandas mais antigas na área de mobilidade da capital mineira. 

Em 2011, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff (PT), o governo federal anunciou a liberação dos recursos para a ampliação do metrô, com verbas previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A promessa era de construção de duas nova linhas: a linha 2 (até o Barreiro) e a linha 3 (que ligaria a estação da Lagoinha até a Savassi). 

Os projetos executivos foram elaborados no ano seguinte, com a prefeitura de BH (na gestão de Marcio Lacerda) gastando mais de R$ 60 milhões com estudos do solo na região central da capital. 

Os projetos, no entanto, ficaram no papel e as obras não começaram. A partir de 2016, o governo federal incluiu a ampliação do metrô no programa de parcerias com o setor privado. No entanto, o projeto enfrentou vários obstáculos e passou por vários adiamentos. 

Em 2021, o Ministério da Economia marcou o leilão do metrô de BH para o primeiro trimestre deste ano, mas acabou sendo adiado para o segundo semestre.


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