Ouça a rádio

Compartilhe

Secretária diz que não há previsão para instalação da Tamisa na Serra do Curral 

Deputados de oposição questionaram se medidas de preservação serão efetivas 

Secretária do Meio Ambiente participou do Assembleia Fiscaliza

A secretária de Estado do Meio Ambiente, Marília Carvalho de Melo, afirmou que não há previsão para a instalação da Tamisa para exploração na Serra do Curral

Em audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), manhã desta quinta-feira (7), Marília afirmou que para início das atividades de manejo da fauna a empresa precisaria de uma licença, que não foi concedida. 

“A empresa teve a licença prévia concedida, mas a licença de instalação apenas da primeira fase. Para que a empresa se instale, precisa de outra autorização ambiental, que não foi formalizada. Então, não há neste momento que se dizer em instalação. Para fazer intervenções, ela precisa de autorização de manejo de fauna e essa solicitação não foi protocolada”, explicou a secretária de Meio Ambiente. 

As deputadas Ana Paula Siqueira (Rede) e Beatriz Cerqueira (PT) questionaram se as medidas anunciadas pelo governo serão efetivas para a preservação da Serra do Curral ou apenas propaganda e fizeram críticas ao governo Romeu Zema (Novo). Segundo os parlamentares da oposição, o governo não tem interesse na preservação ambiental. 

“Quero manifestar minha indignação às ações do governo de Minas sobre a Serra do Curral. Uma afronta ao interesse público, a toda a política de proteção e sustentabilidade que o estado deveria fazer. Um discurso pautado em uma vertente de geração de emprego e renda. Não respeita a saúde física e emocional da nossa população”, criticou Ana Paula. 

A secretária Marília Carvalho afirmou que o processo da Tamisa começou a tramitar em 2014 e que em 2017, durante o governo Fernando Pimentel (PT), foi estabelecido como projeto prioritário. “É importante ressaltar que existem prazos legais para análise dos processos instruídos por estudos de impacto ambiental. São 180 dias, estabelecidos por resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Então, nós temos que cumprir o que as normas nos determinam enquanto servidores”, disse Marília. 

Segundo a secretária, o processo de tombamento avançou nas últimas semanas. “O acautelamento foi feito pelo estado de Minas Gerais, no perímetro do tombamento proposto. Estão sendo notificadas as prefeituras e os proprietários de terreno na área, para que o tombamento provisório seja pautado nos próximos dias”, afirmou.


Leia Mais

Mais lidas

Ops, não conseguimos encontrar os artigos mais lidos dessa editoria

Baixar o App da Itatiaia na Google Play
Baixar o App da Itatiaia na App Store