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Zema ataca Kalil: 'se gritaria resolvesse, teria sido o melhor prefeito de BH'

Candidato à reeleição, governador de Minas Gerais deu entrevista à Jovem Pan, em São Paulo

Zema deu entrevista à Jovem Pan e criticou seu adversário nas eleições

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), atacou o seu adversário nas eleições para o Palácio Tiradentes, o ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD). Em entrevista na Jovem Pan nesta segunda-feira (27), Zema disse que os problemas não se resolvem com 'gritaria e agressão' e que os problemas de Belo Horizonte permanecem.

“Se gritaria e agressão resolvesse ele teria sido o melhor prefeito da história de Belo Horizonte. Não fez nenhuma obra, os problemas das enchentes permanecem, os problemas da saúde permanecem. E isso em uma capital que tem dinheiro em caixa, que é rica. A proposta dele é me atacar. Mas eu não estou nem aí", declarou.

O governador de Minas Gerais disse, ainda, que depois que ele saiu, 'o Atlético só melhorou'. Kalil foi presidente do clube entre os anos de 2008 e 2014 e esteve à frente do Galo nas conquistas da Copa Libertadores de 2013 e da Copa do Brasil de 2014. Recentemente, quem citou a relação entre Kalil e o Galo foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aliado do ex-dirigente: "Vai fazer com Minas o que fez com o Atlético", disse em um evento em Uberlândia há cerca de 15 dias.

Zema também repercutiu a declaração de Kalil em uma entrevista ao Flow Podcast no início do mês. Na ocasião, o ex-prefeito de BH disse que o governador é um 'débil mental' e foi criticado por entidades que o acusaram de 'capacitismo' e 'preconceito'.

“Ele me chamou de débil mental, uma afronta. Eu, todos os meses, dou meu salário para as Apaes [Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais]. E acho que ele acabou atacando os pais e mães dessas pessoas. Como ele não tem propostas, só sabe atacar", disse.

Cesta básica

Em outro momento da entrevista, Zema afirmou que Kalil "gosta muito de cesta básica", em referência à distribuição dos kits durante a pandemia de covid-19.

Zema citou o caso de uma moradora do Vale do Jequitinhonha que, segundo ele, teve a carteira assinada pela primeira vez neste ano, aos 52 anos de idade.

"Ela me disse: eu recebia cesta básica e era obrigada a comer salsicha, sardinha. Agora vou no supermercado e compro um frango ou uma carne que eu quero para mim e para os meus filhos. Eu acredito nessa dignidade", afirmou.

Na sequência, Zema alfinetou o adversário:

Meu adversário gosta muito de cesta básica, parece que ele quer que as pessoas fiquem submetidas a vontade do governante ou do Estado para ter elas sempre sob controle

O governador disse ainda que, durante seu mandato, criou 500 mil empregos de carteira assinada. "Quero dar autonomia para as pessoas", completou.

Pesquisas eleitorais

Zema também foi questionado sobre as pesquisas eleitorais e disse que elas, nem sempre retratam a realidade.

"Minha eleição [em 2018] é um exemplo claríssimo de que, muitas vezes, a pesquisa não captura a realidade. Até o último dia, eu estava em terceiro lugar, com 12% ou 14%. No dia da eleição, fiquei em primeiro lugar com 41% ou 42%. A ex-presidente Dilma era a primeira colocada para o Senado e ficou em terceiro, nem eleita foi. Muitas vezes as pesquisas falham", afirmou.

Em 2018, Dilma Rousseff (PT) ficou, na verdade, em quarto lugar na disputa, com 15,25%, atrás dos senadores eleitos Rodrigo Pacheco (PSD) e Carlos Viana (PL).

"Em um estado como Minas Gerais, que tem o tamanho da França, com 80% da população morando no interior, na minha opinião, é ainda mais difícil de capturar a realidade", opinou.

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