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PT vai pedir investigação contra Bolsonaro após prisão de Milton Ribeiro

Líder do partido na Câmara citou fala do ex-ministro da Educação, que disse que recebia pastores no MEC a pedido de Bolsonaro

PT quer que investigação que levou Ribeiro à prisão chegue até Bolsonaro

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes, disse nesta quarta-feira (22) que o partido vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) com uma notícia-crime contra Jair Bolsonaro (PL). O partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que o presidente seja investigado junto com o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, preso pela Polícia Federal na manhã de hoje.

"Vamos pedir para investigar quem mandou o ex-ministro Milton Ribeiro transformar o MEC [Ministério da Educação) e o FNDE [Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação] em um balcão de negócios. Ele falou várias vezes: eu recebi os pastores a mando do presidente da República. Por isso, o STF deve autorizar essa casa a investigar imediatamente o presidente", afirmou na tribuna da Câmara dos Deputados.

Mais cedo, em entrevista à Itatiaia, Bolsonaro tentou se descolar de seu ex-ministro.

“Se a Polícia Federal prendeu, tem um motivo. E o ex-ministro vai se explicar. Nós afastamos na hora que tínhamos que afastar, quando surgiram as denúncias”, declarou.

Veja: Prisão de Milton Ribeiro; entenda as denúncias contra o ex-ministro da Educação

No entanto, na época do afastamento, em uma live divulgada em seu canal de Youtube, o presidente afirmou que botaria a "cara no fogo" por Milton Ribeiro.

Denúncia contra Milton Ribeiro

Em março o jornal Estado de São Paulo revelou que, sem possuir vínculos com o setor de ensino ou cargo público, um grupo de pastores passou a comandar a agenda do ministro da Educação, formando uma espécie de "gabinete paralelo" que interferia na liberação de recursos e influenciava diretamente as ações da pasta.

O grupo era capitaneado pelos pastores Gilmar Silva dos Santos, presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil, e Arilton Moura, assessor de Assuntos Políticos da entidade.

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