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Bolsonaro comenta eleição de Gustavo Petro na Colômbia: 'é ex-guerrilheiro'

Bolsonaro e o Ministério das Relações Exteriores ainda não se manifestaram oficialmente sobre eleição presidencial no País vizinho

Em grupo de Whatsapp com aliados, Bolsonaro demonstrou preocupação com mais uma vitória da esquerda na América Latina

A apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, no conhecido "cercadinho", o presidente Jair Bolsonaro deu na manhã desta segunda-feira, 20, sua primeira declaração pública sobre a eleição do político de esquerda Gustavo Petro como presidente da Colômbia, anunciada ontem. "É um ex-guerrilheiro do MIR, Movimento de Esquerda Revolucionário", limitou-se a dizer o chefe do Executivo.

Na verdade, Petro era parte do grupo guerrilheiro colombiano M-19, e não do MIR. O MIR foi um movimento chileno do qual fizeram parte os sequestradores do empresário Abílio Diniz em 1989.

Nem Bolsonaro, nem o Ministério das Relações Exteriores se pronunciaram oficialmente até o momento sobre o resultado das eleições colombianas. Petro foi eleito ontem presidente da Colômbia com margem apertada, de 50,44% dos votos válidos no segundo turno, e derrotou o populista de direita Rodolfo Hernández. O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), por sua vez, desejou mais cedo "sorte" ao vencedor.

Por outro lado, como mostrou o Broadcast Político, o chefe do Executivo expôs a aliados sua preocupação com a vitória de Petro. Em mensagem a um grupo reservado no WhatsApp, Bolsonaro compartilhou reportagem que informava a chegada do primeiro governo de esquerda no país vizinho. "Cuba... Venezuela... Argentina... Chile ... Colômbia... Brasil???", acrescentou Bolsonaro ao link, em referência à possibilidade de a esquerda voltar ao poder também no Brasil com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário nas eleições deste ano.

Eleições 2022

Aos apoiadores presentes, Bolsonaro comentou a declaração de Lula de que teria, em 1998, intercedido junto ao então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e ao então ministro da Justiça Renan Calheiros (MDB) em favor dos sequestradores de Abílio Diniz, presos desde 1989, ano do crime. "Deu recado aos narcotraficantes e bandidos do Brasil que estamos juntos, entenderam?", afirmou o presidente.

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