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Membros do MBL registram boletim de ocorrência por ameaça contra deputada Beatriz Cerqueira em BH

Segundo relato, deputada do PT teria impedido saída dos homens do gabinete após uma entrevista sobre a liberdade de imprensa

Deputada negou as acusações e disparou contra o MBL

Dois membros do Movimento Brasil Livre (MBL) registraram boletim de ocorrência contra a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) por ameaça dentro do gabinete dela na Assembleia Legislativa de Minas Gerais na quarta-feira (7). Informações da Polícia Militar apontam que a dupla ficou em cárcere na sala por conta de uma entrevista.

Na data em questão, foi comemorado do Dia da Liberdade de Imprensa. Os membros do MBL, que se diziam "adeptos e entusiastas do jornalismo amador e independente", além de "ativos na vida politica", estiveram na Casa para entrevistar políticos sobre o tema. Após reunião da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, presidida por Cerqueira, eles foram até o gabinete dela para uma entrevista.

Ainda conforme o BO, a deputada foi perguntada sobre a liberdade de imprensa e a defesa do ex-presidente Lula à regulamentação da mídia no Brasil. Beatriz Cerqueira teria questionado a finalidade da conversa, e exaltada, teria dito que foi induzida à contradição. Quando ela pediu para a dupla fazer um vídeo de retratação, eles se recusaram, e uma confusão se instaurou.

Os homens disseram à PM que a deputada estava descontrolada, teria ameaçado eles e impedido que deixassem o gabinete, com ajuda da polícia legislativa. Em meio à discussão, os entrevistadores disseram que estavam sendo mantidos em cárcere mediante ameaça, e alegaram ter sido impedidos de usar os telefones. No local, estariam ainda assessores e chefes de gabinete.

Após algum tempo, os homens teriam aceitado as condições, e apagaram os vídeos da entrevista. Antes de saírem da sala, teriam sido revistados novamente, para garantir que todo o conteúdo foi apagado. Na saída, teria havido vaias, ameaças e xingamentos no gabinete.

Em nota, a deputada Beatriz Cerqueira fez duras críticas ao MBL, afirmando que a entidade "mente, adota práticas fascistas e tenta se projetar a partir disso". Ela questionou a versão apresentada pelos homens no BO, e afirmou que se trata de "mentirosos e covardes".

Leia o comunicado enviado pela assessoria de imprensa da parlamentar:

"O MBL mente. Adota práticas fascistas e tentam se projetar a partir disso. Como uma mulher, professora conseguiria manter em cárcere privado três homens? E porque dois deles depois pediriam desculpas na frente de várias pessoas? Como iria agredi-los e praticar coação e depois eles me pediriam desculpas, como pediram pela forma agressiva, violenta e desrespeitosa com que me trataram? Estranho, para não dizer calunioso o que estão tentando fazer. Mentem e são covardes."

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